domingo, 17 de maio de 2020

A revelação dos mistérios do Templo

   Muito são os homens, Cavaleiros e Damas Templários que desejam conhecer os mistérios do Templo, os quais tornaram a Ordem dos Cavaleiros Templários, como a mais importante e respeitada Ordem de cavalaria da história da humanidade.
   Muitos desejam saber onde se encontra o Graal, as relíquias e documentos que marcam a vida do Cristianismo e da humanidade, muitos dos quais foram adquiridos, guardados e preservados pela Ordem do Templo.
   Muitos são os que sonham com milagres.
   Muitos são os investigadores que desejam encontrar os tesouros Templários.
   Muitos são os que acreditam que basta entrar pelos portais do Templo e todas as revelações lhe serão feitas.
   No entanto, poucos são os que se dispõe a desnudar-se do velho homem e a renascer, para que se tornem merecedores de conhecer os mistérios.
   A maioria daqueles que procuram facilidades, não percebem o que se encontra nas Escrituras Sagradas, o que foi dito por Jesus quando afirmou que “ensinava aos demais por parábolas, para que tendo olhos não vejam, tendo ouvidos não ouçam”.
   Esses mesmos não percebem o que o Mestre disse aos seus discípulos quando questionaram “porque a eles ensina por parábolas e a nós não”, e o Mestre ter respondido “porque a vós foi dado o poder de conhecer os mistérios do reino dos céus, a eles não”. Seria isso uma discriminação do Mestre Jesus?
   Seria isso uma forma de deixar apenas para alguns os Seus ensinamentos sagrados, aqueles que possibilitam o homem ir ao encontro de Deus?
   Ou seria pelo fato de que os Seus discípulos deixaram tudo, não apenas as suas famílias e as suas casas, mas, deixaram para trás o velho homem, deixaram para trás o pescador de peixes, para se tornarem “pescadores de homens”?
   Lembremos que os discípulos mudaram radicalmente a sua forma de viver, de ver o mundo, de sentir o mundo, de lidar com o mundo. Foi essa mudança, que os levaram a tornarem-se “dignos de conhecer os mistérios do reino dos céus”.
   Aqueles que buscam facilidades, informamos que não fazemos como Mestre falando por parábolas, mas afirmamos que em muitos textos publicados, se encontram fragmentos esotéricos que compõem o mosaico, que é capaz de mostrar o quadro divino, de ascensão ao Graal.
   Mas as pessoas continuam querendo facilidades, uma iniciação fácil, sem sacrifício, sem mudar a sua forma de ser, acreditando que o seu intelecto pode o levar a descoberta dos mistérios, que tanto almejam. Mera ilusão!
   A esses aconselhamos que abram os vossos corações, para ouvir o que está dentro dele, quando começarem escutar o que tem dentro de seus corações, serão capazes de os abrirem para escutar nas vossas almas, aquilo que está oculto no Verbo. O oculto só se revela na medida em que o coração está purificado, na medida em que o coração deixa o pântano em que foi atirado pelas ilusões, pelo intelecto e pelas imaginações férteis.
   Apesar de revelarmos este “segredo”, que talvez seja o maior de todos os segredos, a maioria dos homens achará que isso é muito simples, isso porque, a complexidade emaranhada no seu intelecto, formada pelo número enorme de informações inúteis, vai rechaçar a essência de todo o mistério.
   Fica aqui uma dica: Abra o vosso coração, porque é nele que está à chave de todo o mistério.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.
 
Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.
 
Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

Investidos e Iniciados Templários

   Muitos são os que questionam a diferença entre ser um Investido e um Iniciado Templário, entre os que questionam, estão até muitos Cavaleiros e Damas pertencentes à Ordem do Templo.
   “Os Soldados do Templo são Soldados de Deus. Como tais devem sempre andar com Deus e ser o mais simples dos mortais, deve servir a Ordem e não esperar ser servido por ela.”
   A diferença básica consiste em que os que são Investidos, não passam pelo túnel das revelações, onde deverá encontrar-se com o seu maior inimigo.
   Isso não quer dizer que muitos dos Investidos não sejam Iniciados Crísticos, visto que o princípio da Iniciação Crística, consiste em buscar servir ao Cristo, tentando renascer dia a dia um homem melhor em princípios, dignidade, honra e demais valores que enobrecem os verdadeiros Cavaleiros e Damas do Templo, seguidores de Jesus.
   Da mesma forma que não se pode assegurar que aquele que passa pelo túnel das revelações, ao fazer isso, se torne um Iniciado Crístico, pois isso demanda que antes de adentrar nos portais do Templo, o Cavaleiro ou a Dama tenha tido uma experiência individual, com o sagrado que existe dentro de si, e um chamado para adentrar em uma nova vida de fidelidade ao Cristo e à Ordem.
   Se ao investido não é dado à possibilidade de conhecer o seu “grande inimigo” face a face, por outro seus valores internos e a busca pela verdade que liberta, poderá ajudá-lo muito no crescimento espiritual, haja vista, que como disse o Cristo "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
   E o que é conhecer a verdade, senão aplicar na vida diária os ensinamentos do Mestre Jesus, que demandam uma mudança de comportamento e de propósito de vida?
   Aquele que não ama a si mesmo, não pode amar o próximo e quem não pratica a lei do amor, não pode se tornar um discípulo do Mestre Jesus, que tem o amor como princípio fundamental do crescimento e da evolução espiritual.
   Nenhum homem está isento de ser traído ou difamado, pois o próprio Cristo foi vítima de um daqueles que comia com ele em sua mesa.
   Durante a pregação do Mestre, os seres das trevas sempre procuraram distorcer os ensinamentos do Cristo, afinal, a luz perturba os filhos do maligno.
   Tanto o Investido, quanto o Iniciado, devem atentar para que as suas palavras e ações sejam fundamentadas nos principais ensinamentos do Cristo, tais como o amar ao próximo como a si mesmo e o orar e vigiar.
   O amor é o elixir para todo o crescimento espiritual do homem, sem amor o homem é menos do que qualquer ser irracional.
   E por que o Cristo disse que era preciso orar e vigiar? Porque uma oração sem a vigília se torna vazia e pode levar ao Iniciado ou Investido a agir como agiu Judas, que traiu por despeito, ganância e inveja.
   A princípio é necessário vigiar intensamente, até que a palavra de Deus more dentro do coração do homem, a partir daí, ela por si mesma opera a transformação necessária, para que haja a expansão da sua consciência, dessa hora em diante, suas ações em favor do bem, do justo, do honesto e da verdade serão praticadas com naturalidade, automaticamente.
   Quando o Iniciado ou Investido se aproxima do altar de Deus para fazer o seu Juramento, deve antes do juramento fazer uma revisão de sua própria consciência, a fim de constatar se realmente está preparado para assumir tamanho compromisso de se tornar um Soldado do Cristo.
   Desta feita, é possível ter uma noção do que representa ser um Investido ou um Iniciado.
O primeiro recebe a espada pronta para o combate de suas imperfeições e a lapidação do seu espírito.
   Quanto ao segundo, este recebe o aço, a fornalha, a bigorna e o martelo para forjar a sua própria espada, na tempera dos elevados princípios, a fim de aprender a combater o bom combate, de lutar não a favor dos seus interesses, mas pelas causas do Cristo, de colocar o serviço do Cristo e da Ordem acima de suas próprias vaidades pessoais.
   Não são as divisas sobre o ombro que determina quem é um bom soldado, mas a sua atuação no campo de batalha, na preservação da dignidade, da honra, da honestidade, da Justiça e acima de tudo, no amor ao Cristo e a Sua causa, no temor a Deus que em tudo está, em tudo vive e que tudo vê.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.
 
Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

Um Templário deve ser um exemplo para os demais

   Antes de adentrar nos portais do Templo é preciso que o postulante tome contato com o Código Templário, ele se baseia em regras estabelecidas pelo Cristo, 900 anos antes da criação da Ordem dos Cavaleiros Templários.
   "Os Soldados do Templo, são Soldados de Deus. Devem conduzir-se com humildade e ser os mais honrados, os mais nobres, os mais cortes, os mais honestos e os mais cavalheiros".
   Já no preâmbulo do Código, o postulante toma conhecimento que um Templário é um Soldado de Deus, que deve andar com Deus.
   O Templário deve proceder segundo as leis de Deus, buscando ser dia após dia um homem melhor, aprimorando os valores estabelecidos pelo Cristo e expurgando tudo aquilo que é contrário à evolução espiritual do homem.
   Continuando sobre a estrutura do Código Templário, lembremos que todo postulante necessita adquirir a consciência de que "o Templário deve servir a Ordem e não esperar ser servido por ela. Deve colaborar com o serviço de Deus e não deve esperar recompensa, salvo o saber que isso honra a Ordem com sua devoção".
   Ao entender tais princípios, o postulante começa a vislumbrar que tudo que faça, tudo que produza, toda obra que realize e tudo mais, deve sempre ser pela honra e glória de Deus, e não para a sua própria. Ao tomar esta consciência, passa entender que todo trabalho a ser realizado deve ser executado com amor, persistência e dedicação, pois que isso engrandece a Ordem e que ele, quando iniciado, passa a ser uma célula viva do corpo da Ordem Templária.
   Outro importante princípio que deve sempre ser lembrado pelo postulante é de que todos os seres foram criados por Deus, todos merecem respeito conforme consta no Código Templário "o Templário não deve causar nenhuma ferida ou danos a qualquer criatura humana, ou outra, seja por ganância, prazer ou vaidade. Pelo contrário, o Templário deve tentar levar a justiça a todos àqueles que não a recebem, porque todos são filhos de Deus e a todos, Deus concedeu o dom da vida".
   Não causar dano a qualquer vida significa respeitar os princípios da Ordem, os mandamentos de Deus, os ensinamentos do Cristo e não agir de má fé, nem com maldade ou crueldade contra qualquer ser vivo, e muito menos contra o próximo.
   No Código Templário estão estabelecidas as regras fundamentais da Ordem, desta feita, mesmo que o postulante um dia venha vestir-se como um Templário, quer por força da investidura ou da iniciação, se não observar o Código e atentar contra o próximo por ganância, inveja, prazer, maldade ou qualquer outro instinto maligno, não será verdadeiramente um Templário, mas um impostor que tenta se passar por um Cavaleiro Templário.
   Esses pontos básicos contidos no preâmbulo do Código Templário indicam ao postulante, as muitas mudanças que devem ser feitas em seu comportamento, para que possa ser um membro da Ordem dos Cavaleiros Templários.
   É bem verdade que nos dias atuais a maioria dos homens, buscam apenas as glórias e títulos, não se preocupam com os valores que devem ter os representantes de uma instituição, com quase mil anos de existência.
   Muitos são os que caminham pela senda, sem tomarem contato com os ministérios existentes nos anais da história do Templo. Cegos, mudos e surdos entram pelos portais do Templo e dele saem sem nada carregar. Os deficientes de princípios saem sem o conhecimento de que, ao saírem da Casa ela é varrida, o pó tirado das roupas, o sal lançado pela porta para que carreguem com eles, o mal que trouxeram. Em contrapartida, o Templo é purificado com a fumaça do "Pau Santo", que queima no fogo sagrado toda impureza, mantendo abertos os portais da Luz, para que ela sempre permaneça no altar e em todo ambiente, iluminando a todo homem de bons princípios, de bom coração a fim de contribuir para sua evolução espiritual.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.
 
Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.
 
Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Estudo de Latim - Parte II



Estudo de Latim
Robson Gimenes*

Membros da Hierarquia da Ordem

Magnus Magister > “Grão-Mestre”
Magni Magistri > “do Grão-Mestre”
Magnus Magister et Princeps Regens > “Grão-Mestre e Príncipe Regente”
Magni Magistri et Principis Regentis > “do Grão-Mestre e Príncipe Regente”
Principissa Regens > “Princesa Regente”
Principissae Regentis > “da Princesa Regente”
Princeps Regens > “Príncipe Regente”
Principis Regentis > “do Príncipe Regente”
Magnus Prior  > “Grão-Prior”
Magni Priori > “do Grão-Prior”
Senescalcus > “Senescal”
Senescalci > “do Senescal”
Custodia Virginis > “Guardiã da Virgem”
Custodiae Virginis > “da Guardiã da Virgem”
Legatus Magistralis > “Legado Magistral”
Legati Magistralis > “do Legado Magistral”
Magister > “Mestre”
Magistri > “do Mestre”
Magister Armorum > “Mestre de Armas” 
Magistri Armorum > “do Mestre de Armas”
Magister Caerimoniae > “Mestre de Cerimônia”
Magistri Caerimoniae > “do Mestre de Cerimônia”
Pro Magnus Prior > “Vice-Grão-Prior”
Pro Magni Priori > “do Vice-Grão-Prior”


Continua...
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* Templário desde 1991, o Frater Robson Gimenes é Cavaleiro e Comendador Templário da O.S.M.T.H. - Magnum Magisterium. Dirigente da Comendadoria Templária Nossa Senhora dos Templários, São Paulo, SP, Brasil. Bacharel em Latim pela USP e Latinista.

domingo, 3 de maio de 2020

Estudo de Latim - Parte I


Estudo de Latim
Robson Gimenes*

Introdução

O latim é a língua oficial da Ordem do Templo; também é a língua oficial do Estado da Cidade do Vaticano. Por mais de 1700 anos, foi a língua da religião cristã católica, das ciências, da literatura, das leis e de tantas outras artes. Podemos dizer que a história da Europa e de tudo o que foi feito lá passou pelo latim.

É a origem de todas as línguas neolatinas faladas no mundo, incluindo o português. Por isso e por sua importância ao longo dos anos, apresentamos aqui um pequeno estudo com glossário, que visa a atender as necessidades específicas dos templários e simpatizantes, no que se refere aos termos latinos.

A língua latina não é difícil, mas apresenta certas peculiaridades que muitas de suas filhas, como o francês, o italiano, o espanhol ou o português já perderam.

A grande dificuldade em latim é saber as declinações de uma palavra, ou seja, cada palavra pode ter até doze terminações, distribuídas em seis casos (nominativo, vocativo, genitivo, dativo, ablativo e acusativo). O nominativo indica o sujeito; o vocativo indica a pessoa a quem nos referimos; o genitivo indica a posse; o dativo indica o objeto indireto; o ablativo indica o adjunto adverbial; e, o acusativo indica o objeto direto. Vamos colocar exemplos para facilitar a compreensão e deixar claro o porquê de algumas pessoas usarem termos latinos de forma errada.

A palavra CRUZ em latim fica CRUX, CRUCIS (“cruz”, “da cruz”). Assim, percebemos  que ela pertence à 3ª declinação (existem cinco declinações), aquela das palavras que terminam com -is no acusativo e podemos montar o quadro:


Ex.: Iesus portavit crucem. ("Jesus carregou a cruz.")

       Suj.                Obj. Dir.

Quando se reconhece a função da palavra (sujeito, objeto etc.), não importa em que posição elas apareçam na oração, a tradução será apenas uma e correta.

Ex.: Iesus crucem portavit. ("Jesus carregou a cruz.")

Agora que conhecemos um pouco da estrutura da língua latina, podemos seguir adiante com a nossa proposta de apresentar algumas palavras, expressões, títulos em latim, e entender por que, às vezes, são escritos de modo diferente.

O intuito aqui não é apresentar uma aula completa, mas apenas algumas dicas bem práticas.
 
Para facilitar, resolvemos apresentar algumas expressões dos termos mais comuns por grupos, até para que sua busca seja mais fácil. Como o latim conta com mais de dois mil anos, não é uma língua popular, apresenta algumas peculiaridades que foram sanadas após muitas pesquisas. E mais importante, alguns termos não existiam, ou não foram usados à época do período histórico da Ordem, então, tiveram de ser adaptados, conforme o latim também se adaptou. Ou seja, buscamos no latim clássico, no latim vulgar, no latim tardio, no latim eclesiástico etc. 

Tratamento comum aos Membros da Ordem

Frater > "Irmão"
Fratris > "do Irmão"
Fratres > "Irmãos"
Fratrum > "dos Irmãos"
Soror > "Irmã"
Sororis > "da Irmã"
Sorores > "Irmãs"
Sororum > "das Irmãs"

Obs.: Os vocábulos Frater e Soror não recebem acento algum. Aliás, não há acento no Latim.
 
Continua...
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* Templário desde 1991, o Frater Robson Gimenes é Cavaleiro e Comendador Templário, da O.S.M.T.H. - Magnum Magisterium. Dirigente da Comendadoria Templária Nossa Senhora dos Templários, São Paulo, SP, Brasil. Bacharel em Latim pela USP e Latinista.

Um pensamento de Tagore

  Um livro aberto é um cérebro que fala; Fechado, um amigo que espera; Esquecido, uma alma que perdoa; Destruído, um coração que chora. Rabi...