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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Nomeações do GPTB - CESJB (OSMTH-MM) - 24 de junho de 2022

Entre os dias 23 e 26 de junho de 2022, nos festejos de São João, na sede do Gran-Priorato Templário do Brasil - Cavalaria Espiritual São João Batista, OSMTH Magnum Magisterium, Complexo Templário Jacques De Molay, Carangola, MG, reuniram-se Irmãos e Irmãs de várias localidades do Brasil: Blumenau, Curitiba, Rio de Janeiro, Fortaleza, Manaus, Carangola, Divinópolis e Faria Lemos.

O 52º Grão-Mestre da OSMTH-MM, Dom Albino Neves, além de conduzir a Iniciação e Investidura de alguns novos Cavaleiros e Damas, nomeou os seguintes Membros do Gran-Priorato Templário do Brasil - Cavalaria Espiritual São João Batista, da OSMTH-MM:

- Irmão Padre João Geraldo Machado Bellochio (Eques) foi nomeado Oficial (Officialis) e também Capelão Católico (Capellanus Catholicus), do GPTB, OSMTH-MM;

- Irmão Antônio Batista (Eques) foi nomeado Comendador (Commendator), do GPTB, OSMTH-MM;

- Irmã Maria Aparecida Santana (Equitissa Commendatrix) foi nomeada Oficial (Officialis) e também Prioresa (Priorissa) do Estado de Minas Gerais, do GPTB, OSMTH-MM;

- Irmão Sidení Moratelli (Eques Officialis Commendator), Prior do Estado de Santa Catarina, foi nomeado Grande Oficial (Magnus Officialis), do GPTB, OSMTH-MM.


+ Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam +

Die XX mensis Iulii Anno MMXXII

quarta-feira, 31 de março de 2021

A Armadura de Deus

Uma passagem das Sagradas Escrituras para estudo e reflexão aos Cavaleiros e Damas Templários

"11 Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12 Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. 13 Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14 Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15 e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. 16 Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17 Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a Palavra de Deus. 18 Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos."

Epístola do Apóstolo São Paulo aos Efésios.

Leia mais em: https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/efesios/6/

Fonte: Boletim Informativo Nuntii Templi #1, de Março de 2021.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Sexta-feira, 13 de outubro de 1307 - O Dia do Azar dos Templários

Após um processo desencadeado pelas acusações aceitas por Felipe IV, o Belo, rei de França, em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307, muitos Cavaleiros Templários da França foram presos, incluindo o seu Mestre, Jacques de Molay. Submetidos à Santa Inquisição, foram levados à fogueira alguns meses depois. A tragédia alcançou seu ponto alto a 18 de março de 1314, quando o mestre De Molay foi queimado diante da Catedral de Notre-Dame, em Paris. Diz-se que o Mestre, enquanto era consumido pelas chamas, olhou para o trono do rei e praguejou: "Papa Clemente, cavaleiro De Nogaret, rei Felipe... Eu os convoco ao Tribunal dos Céus antes que termine o ano para que recebam vosso justo castigo. Malditos... Malditos... Malditos... Sereis malditos até treze gerações...". E de fato, antes de decorridos alguns meses, todos os mencionados estavam mortos. A partir daí, é que diz-se que a sexta-feira, 13, dá azar!!! E deu... aos Cavaleiros Templários da França, principalmente, e de alguns outros lugares da Europa, porém muitos conseguiram fugir e a Ordem do Templo continuou... em outros territórios e sob outros nomes.

O Arquivista.

✠ Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam ✠

domingo, 20 de setembro de 2020

Reunião Templária Mensal Online - 19092020

 

Na tarde do sábado, dia 19 de setembro de 2020, realizamos remotamente a nossa Reunião Templária Mensal, que teve como estudo: "As Primeiras Cruzadas". Também utilizamos o Salmo 12(11) - "A palavra sincera" e o Evangelho de João 4, 39-45 - "Jesus revela o alcance de sua Missão". 

Entre Templários e amigos convidados (juntamente com postulantes) reunimos 6 (seis) pessoas; 12 (doze) foram convidados, 3 (três) tiveram suas ausências justificadas, os demais não deram sinal de vida. 

A reunião teve início às 16h30 e foi até as 18h, conforme tínhamos anunciado o novo dia e o novo horário.
 
Como sempre, foi um encontro muito inspirado, com boas opiniões, conforme a fraternidade templária inspira.
 
Dedicamos nossas orações de hoje à Sra. Divina Macari Molina, de 82 anos, amada mãe de nosso querido amigo e Irmão Sidney Macari Molina, pelo seu falecimento. Que Deus a receba em Sua Glória e conforte a família!

Org.: Comendadoria Templária Nossa Senhora dos Templários (de São Paulo, SP).
 

 O Arquivista.
✠ Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam ✠
 

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Inauguração de nosso canal no YouTube

Inauguramos o canal da Comendadoria no YouTube, no dia 7 de setembro de 2020, sob o nome de Comendadoria Nossa Senhora dos Templários - SP
 
Este é mais modo de nos encontrarmos.
 
Eis aqui o nosso primeiro vídeo: 
 

O Arquivista.

✠ Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo Da Gloriam ✠

domingo, 9 de agosto de 2020

Estudo: Trabalhe com Humildade... que Deus já te recompensou

 Aquele que se propõe trabalhar na obra de Deus, deve sempre mostrar-se humilde, lembrando que o Senhor já o recompensou.
 Quem ama a Deus, ama ao próximo, quem serve ao próximo, serve a Deus.
 Todo aquele que serve ao próximo deve fazê-lo desinteressadamente, pois Deus visita o coração do homem e sabe sempre o que nele existe.
 Quem trabalha pelo dinheiro, já recebe a sua recompensa e quem trabalha por amor, por Deus é recompensado.
 Quando o homem aprende a servir a Deus, por onde caminha encontra motivo para servi-Lo sempre.
Jesus disse que “a Seara é grande e os trabalhadores são poucos”, portanto, é preciso se engajar na Seara e trabalhar pelo Mestre.
 “Ide e pregai o Evangelho pelos quatro cantos do mundo”. Anunciai a palavra e levai a Luz a quem vive na escuridão, ajudai na transformação da humanidade.
 Jesus espera que cada um faça o seu trabalho desinteressadamente.
 Jesus espera de cada um, que ame ao próximo como Ele nos amou.
 “Não se pode servir a dois senhores, pois ou se agrada um ou se desagrada a outro”.
 É preciso que todo Cavaleiro e Dama do Templo saibam discernir as coisas de Deus, das coisas dos homens, pois quem trabalha na obra de Deus, de Deus recebe a recompensa.
 O trabalho na obra de Deus requer amor, dedicação, persistência e entrega. Não se deve escolher o que se quer fazer, mas fazer aquilo que Deus coloca à frente do homem para que ele realize tal obra.
 “Faça a tua parte e Eu te ajudarei”, disse o Senhor. E o que é fazer a parte do homem, senão valorizar a vida que Deus lhe deu, no serviço em favor da humanidade?
 Deus em tudo está e em tudo vive, portanto, toda obra feita pelo homem deve ser uma obra dedicada a Deus.
 “Orai e vigiai”, quando o homem ora em favor do outro, ora para si mesmo, e quando ele vigia, fortalece o poder de suas orações, pois age segundo a vontade de Deus.
 Caminhar pelo sendeiro da Luz, é saber que suas mãos estão sempre seguras pelo Mestre Jesus.
 Trabalhar na obra de Deus é não escolher o serviço, é servir segundo a vontade de Deus.
 “Bem aventurado os que ouvem a minha palavra e as pratica”, disse o Mestre Jesus. Desta feita, este deve ser o compromisso de todos aqueles que são investidos como Soldados de Cristo.
 A palavra de Cristo é que se amem uns aos outros, que se perdoem uns aos outros, que deem graças em tudo e por tudo.
 Todo Soldado de Cristo deve ter um compromisso com o Senhor, se assim não for, jurou em vão!

 Informamos que este trabalho faz parte de uma série que vem sendo apresentado aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium. 

Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam.
Não a nós, Senhor, não a nós, mas à Tua glória. 

Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves.

Estudo: A Irmandade da Luz deve ter o pilar de sustentação no Amor, na Lealdade e na Fraternidade

 Jesus reuniu em torno de si homens simples, mas dignos e honrados, que souberam entregar o seu sim, com o coração puro e aberto, e assim, seguirem ao Mestre em Sua missão, servindo de exemplo para todos aqueles que desejem tornarem-se Soldados de Cristo, Cavaleiros Templários Espirituais.
 Uma das lições ministradas por Jesus, ao reunir aqueles que com Ele deveriam propagar os Seus ensinamentos, foi de que era preciso “separar o joio do trigo”, pois em um cesto uma laranja podre poderá contaminar todas as demais.
 Laranjas podres são todos aqueles que buscam por inveja, cobiça ou mesmo por se deixarem ser contaminados pelo mal e contaminar todo o cesto.
 Judas foi uma “laranja podre” que apesar de estar no cesto, não conseguiu contaminar as demais “laranjas”, pois elas estavam protegidas pelo Divino Espírito Santo.
 Judas agiu sob a influência do maligno, sua ganância e vontade de manipular, levou-o a entregar o Mestre ao flagelo, ao sofrimento e à morte.
 No entanto, ao acordar de sua insensatez e covardia, tirou a própria vida, provocando em si a dupla ardência no fogo do inferno. A primeira por ter traído o seu Mestre e os Seus princípios, a segunda pelo ato covarde de tirar a própria vida.
 Ao passar pela prova na Terra para ensinar ao homem o caminho de sua libertação espiritual e dar vida ao espírito humano, Jesus legou ao homem várias lições, entre elas, ensinou que uma Irmandade deve ser sempre construída sobre o pilar do Amor, da Lealdade e da Fraternidade.
 Tal ensinamento vem sendo observado por todos os Cavaleiros e Damas do Templo desde os seus primórdios, e todo aquele que não o observa, é expurgado naturalmente do meio dos Irmãos, visto que é inconcebível conviver com Irmãos em quem não se possa confiar, ou que traiam a confiança dos demais.
 Jesus ensinou que a lei do Amor é a grande lei, portanto, quem ama respeita o outro.
 Quem ama não age às escondidas, como se fosse um ladrão que rouba na calada da noite.
 Quem ama tem no outro a extensão de si mesmo.
 Todo "Cavaleiro de Nogaret" mancha a sua vida e a sua história com o ímpeto da traição e da covardia.
 Ser um Soldado do Cristo é observar os Seus ensinamentos, é orar e vigiar para não cair em tentação.
 Ser um Soldado do Cristo é respeitar o outro, indiferente de ele estar vigiando ou não, visto que a verdade é como o sol, sempre nasce para romper a noite.
 Desta feita, todo Cavaleiro e Dama do Templo que desejem ser honrados diante da Cavalaria Templária, devem vigiar para que não caiam na tentação da ambição, da covardia e da falta de amor e respeito aos seus irmãos.
 Bendito é o homem que pode sempre andar de cabeça erguida e que não carrega dentro dela o pesado fardo da indignidade e da desonra.
 O homem pode enganar ao outro homem, mas não pode enganar a si mesmo. Desta feita, deve sempre observar o juramento que faz, pois se assim não o fizer, nunca conhecerá os mistérios que deseja conhecer, visto que o oculto se esconde dos olhos do malfeitor e daquele que carrega sobre o seu ombro, o peso da indignidade e da desonra.

 Informamos que este trabalho faz parte de uma série que vem sendo apresentado aos Cavaleiros e Damas Templários da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam.
Não a nós, Senhor, não a nós, mas a Tua glória.

Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves.

Estudo: O sagrado se manifesta quando o Homem se permite

 Na época em que Jesus peregrinou sobre a face da Terra, o homem vivia em outro ritmo de vida. Tudo acontecia na velocidade dos passos dos homens, do trotar dos cavalos e no desenvolver das caravanas dos camelos no deserto.
 Um tempo em que o homem podia ser mais reflexivo e, desta forma, conhecer melhor o seu interior e assim, observar o que existia ao seu redor.
 Nos dias atuais, as coisas funcionam em uma velocidade extraordinária. Para se ter uma ideia, ao terminar de digitar este texto, é possível imediatamente compartilhá-lo com uma pessoa que esteja do outro lado do planeta; ela o recebe imediatamente e o devolve na mesma velocidade.
 Se por um lado isso facilita a comunicação, por outro prejudica a reflexão, pois a maioria dos homens se tornou imediatista, querem tudo no seu tempo e na sua hora, mas, em termos espirituais, nada funciona assim, tudo funciona no tempo de Deus.
 A comunicação do homem com o sagrado desenvolve-se em outro espaço de tempo.
 Quando um homem chega à Terra, é como se ele fosse uma forma de bolo vazia.
 No decorrer de sua caminhada, o homem junta a farinha, a água, o sal, o açúcar, a manteiga e outros ingredientes, que misturados se tornaram o homem atual, composto de momentos bons e ruins, alegres e tristes e, com o passar do tempo, ele acaba por descobrir que a estabilidade de sua vida, depende de uma conexão com Deus. É nesta hora que o ritmo de seu tempo deve começar a mudar, para que ele encontre o sagrado. O sagrado não se encontra fora do homem, mas dentro dele próprio. Para encontrá-lo, é necessário acalmar o coração e dispensar a ansiedade.
 Aquele turbilhão que se tornou a massa da vida do homem necessita ser misturado homogeneamente, para que seja possível ser transformado no pão místico do banquete divino.
 A mistura não pode ser abrupta, deve ser trabalhada com a suavidade das mãos e acima de tudo, com a pureza do coração.
 Toda aquela mistura, que antes confundia o entendimento, deve tornar-se macia e suave.
 A massa do tempo deve ser assentada e fermentada, para que gere a grande transformação.
 E o que é o fermentar, senão o acalmar o coração, a ativação da oração e da meditação para adquirir o equilíbrio psicofísico-espiritual.
 Quando chega esse tempo, o homem se torna mais suscetível para realização da transmutação do homem matéria em homem espiritual.
 Nesta hora começa uma nova jornada. Toda aquela massa de conhecimento intelectual e de vivência, depois de assentada e levedada, precisa ser lançada ao forno. É ele que dará o tom e a temperatura certa, para feitura do pão místico.
 Se o forno receber muita pressão do fogo, o pão irá queimar e não terá um cozimento adequado. Se o fogo for frio não cozinhará.
 Tudo deve ser feito no tempo de Deus, na medida certa, pois Deus é o grande transformador do homem matéria em homem espírito.
 Desta feita, é preciso que o homem realize todo o trabalho com amor e carinho, que tenha a convicção de que a grande transformação acontece pela benevolência, misericórdia, piedade, perdão e, acima de tudo, amor de Deus e nunca pelo seu próprio mérito. É nesta hora em que ele descobre que o intelecto que tanto o ajudou na lida com os demais, pode lhe ser um empecilho.
 Quando o homem compreende esse processo alquímico de transformação, passa a trabalhar com mais amor, com mais gratidão, com mais humildade no serviço divino, não espera nada em troca, apenas confia no Senhor, adquire uma fé inabalável dos que procuram ser um servo fiel.
 Na hora em que o homem adquire esse entendimento, quando ele menos espera, percebe que sua vida está sendo mudada, que sua vida está sendo abençoada, que os abismos entre a matéria e o espírito estão desaparecendo, que ele próprio está sendo transformado no pão místico do banquete divino, para ser servido para humanidade, a fim de poder alimentar a outros. Eis a realização do grande encontro.
 Todo aquele que acreditar existir outro caminho, pode segui-lo, no entanto, vale sempre lembrar que “o pão não cai do céu”, pois o alimento sagrado está presente no próprio coração do homem.

 Informamos que este trabalho faz parte de uma série que vem sendo apresentado aos Cavaleiros e Damas Templários da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam.
Não a nós, Senhor, não a nós, mas a Tua glória.

Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves.

Estudo: O que faz mal ao Homem não é o que entra pela boca, mas o que dela sai

 Passados dois mil e vinte anos do Mestre Jesus ter pisado a Terra, as Sua palavras continuam repercutindo, como se tivessem sido ditas ontem em uma cadeia de televisão internacional.
 "O que faz mal ao Homem não é o que entra pela sua boca, mas o que dela sai", assegurou o Mestre.
 Suas palavras repercutem principalmente junto aos que cultuam o corpo, que procuram fazer todos os tipos de regimes e alimentações balanceadas, mas que, muitas vezes, se esquecem daquilo que sai de suas bocas.
 Muitos deles, disse Jesus, parecem belos sepulcros, "pintados por fora e podres por dentro".
 Da boca do homem saem maldades que determinam as guerras, que matam inocentes, mutilam pessoas, destroem países, exterminam culturas e causam inúmeros outros males.
 Se os homens conhecessem verdadeiramente a responsabilidade de suas palavras, para a evolução do seu espírito, certamente prefeririam viver com freios em suas bocas, como as cavalgaduras, para que fossem conduzidos apenas para o bom caminho.
 A boca é portadora do livre-arbítrio. É a porta-voz do bem e do mal, depende de como e de quem a usa.
 A boca é a portadora do bem, quando conforta os corações sofridos.
 A boca é a portadora do bem, quando determina o medicamento para a cura do paciente.
 A boca é a portadora do bem, quando os noivos dizem "sim", do fundo de seus corações e cuidam um do outro por toda a vida.
 A boca é a portadora do bem, quando determina que a justiça seja feita com imparcialidade.
 A boca é a portadora do bem, quando agradece pelo alimento que come, pela água que bebe, pela saúde que tem, pelo teto que abriga, pela família que possui e por todas as graças que recebe de Deus.
 A boca é portadora do bem, quando distribui amor pelo caminho por onde passa, enchendo os corações de esperança e acalentando os corações desesperançosos.
 A boca é a portadora do bem, quando respeita o seu próximo, quando cuida dele como se fosse o seu próprio filho, quando determina a construção de boas obras, em favor das boas causas.
 A boca é a portadora do bem, quando abençoa o filho e o irmão.
 A boca é a portadora do bem, quando não promove as guerras e as discórdias.
 A boca tem um grande valor, é um veículo de comunicação entre os povos e é capaz de proclamar o amor como sendo a bandeira da paz, a caridade como respeito ao próximo, a bondade como princípio divino e a solidariedade como um sinal de fraternidade, para toda a humanidade.
 Se a boca é tudo isso, é importante vigiar a boca para que ela não se desvie dos valores que tem e das muitas graças que pode produzir.
 Que a boca ore e que a oração penetre no coração do homem, fazendo com que a oração, se mantenha viva para a transformação deste mundo em um mundo melhor.
 
 Informamos que este trabalho faz parte de uma série que vem sendo apresentado aos Cavaleiros e Damas Templários da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.
 
Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam.
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.
 
Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves.

sábado, 4 de julho de 2020

Estudo: Uma Ordem dentro da Ordem do Templo

Longa é a travessia e estreito se torna o caminho para os Cavaleiros da Luz.

Para muitos a Ordem dos Cavaleiros Templários se resume em uma investidura pública, onde sobre os ombros do Cavaleiro ou Dama do Templo é colocado o Manto Branco e sobre o seu peito a cruz púrpura. Mera ilusão!

Por mais que se diga que o sal é salgado e o açúcar é doce, aquele que não o prova, não reconhece o seu sabor. Assim, também, acontece com os que adentram aos portais do Templo por curiosidade ou com a intenção de profaná-lo.

O que a maioria desconhece é que existe um Templo dentro do Templo, que a porta de entrada deste Templo tem a medida e a espessura exata para a passagem de cada mulher e homem honrado que se tornam merecedores de por ela passar. Nem um sentiu a mais ou a menos princípio, caráter, dignidade e honra!

Não penseis que por essa porta adentram os “doutores da lei”, os fariseus, os intelectuais, os príncipes e os “grandes” do mundo. Não! Por ela adentram os Joãos, Pedros, Tiagos, Marcos, Lucas, Paulos... Homens de bom coração que nunca desejaram nada para si, a não ser, servir ao Mestre dos Mestres. Homens que enxergam além de seus horizontes mentais. Homens que sentem Deus palpitar dentro de si com tamanha força e potência que se conectaram com Ele. Homens cujas orações diárias são dedicadas aos seus semelhantes, aos que sofrem, aos doentes, aos que não têm teto nem pão, aos que passam dores e aflições. Homens cujos corações se mantêm puros, apesar de todos os erros e pecados, das dores que sofreram e das dores que causaram a outrem. Homens que têm o desejo ardente de se harmonizar com Deus. Homens que dizem sim diante do Altar do Templo do Espírito, sem nunca se arrepender. Homens cujos passos, mesmo cansados, nunca param de caminhar em direção à Luz. Homens cujos olhares para o mundo se tornara cheio de amor e compaixão. Homens que são capazes de abandonar tudo para se dedicar ao crescimento de seus espíritos e ao crescimento de seus semelhantes. Homens que acreditaram que existe uma vida além-túmulo e que esta é a verdadeira vida de cada homem e mulher. Homens que entendem que a verdade vos liberta. Homens que trocaram o alimento do corpo, pelo alimento da alma. Homens que sempre procuram beber do poço de água viva, que é o próprio Cristo. Homens fiéis aos seus princípios e juramentos. Homens tementes a Deus. Homens de Deus.

Estamos falando dos Iniciados da Luz, uma Irmandade de homens e mulheres que praticam a fraternidade, a solidariedade, o amor, a justiça para consigo e para com o próximo. Homens que se tornaram dignos de conhecer e preservar os mistérios do reino do céu. Tais homens estão entre nós, felizes os que “têm olhos para ver e ouvidos para escutar”, pois eles trazem a Luz ao mundo.

Os Cavaleiros da Luz nunca pensaram em adentrar aos portais elevados de conexão com o Espírito, apenas se colocam ao dispor da causa de Deus.

Na medida em que caminham, uma Força Superior os guia. Muitas vezes quando parece que o passo foi dado erradamente conseguem enxergar na próxima curva o vislumbrar do horizonte.

São servos fiéis que se empenham em fazer deste mundo um mundo melhor para todos. São construtores dos edifícios do espírito. São guiados e inspirados por Deus e por terem atingido o grau do entendimento da graça divina, não se cansam de creditar toda honra, toda glória e toda a graça ao Senhor. Compreendem que a gratidão é um dos princípios mais importantes de suas vidas. Que o perdão é fruto da compreensão de que cada homem e mulher que caminha sobre a Terra é o único responsável pelos seus atos e ações, daí, não guardarem raiva, ódio ou mesmo rancor. São homens justos para consigo e o próximo. Reconhecem que o receber da provisão infinita de Deus não é um privilégio, mas, sim, uma grande responsabilidade. Tornam-se guiados por Deus. Não reconhecem nem servem a nenhum outro deus, só a Deus Pai Criador de todos os seres viventes, de todas as coisas existentes, Suprema Energia do Universo, Fonte de todas as vidas e de onde todas as vidas provêm. São homens simples, cujas “joias” que carregam são o bom coração, os bons olhos e sua forma justa de olhar o mundo.

Nenhum homem ou mulher é capaz de adentrar nos portais do Templo da Ordem dos Cavaleiros da Luz com seus próprios pés. O Templo é invisível aos olhos do homem. Não se pode afirmar que ele seja físico ou que se encontre em outra dimensão. Não existe um caminho ou uma forma a seguir para se chegar ao Templo. Se Deus achar digno o peregrino, Ele o conduzirá, sem que o próprio peregrino o perceba. Tais homens um dia sentirão que já não são o guia de seus passos, que são literalmente guiados por Deus.

Os Cavaleiros da Luz possuem força e energia, para vencerem as batalhas contra os inimigos da carne e do espírito. Como bravos guerreiros medievais rompem as barreiras, guiados pela divina força do Espírito que emana do Criador.

O processo da Iniciação Divina acontece através do se despir das vaidades e do saber doar de si ao mundo para o crescimento da humanidade, sem medo das pedradas da vida.

Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam.

Não a nós, Senhor, não a nós, mas a Tua glória.

Recebam o Fraternal Abraço.

S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves.

terça-feira, 23 de junho de 2020

A História de São João Batista, Patrono da Ordem Templária e do Gran-Priorato Templário do Brasil

   São João Batista nasceu em junho, precisamente no dia 24 de junho. Em um cenário tão controverso, surge um homem simples, amigo do deserto, e com uma importantíssima missão: preparar o caminho para a chegada do Messias.

   Diz a história bíblica, que na antiga Judeia, as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. Como moravam distantes, elas combinaram, que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade, acendendo uma fogueira em frente à própria casa. Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento de seu filho, João Batista.

   Até hoje as fogueiras são acesas na tarde de 24 de junho, acompanhadas de foguetórios, jogos, prendas e bailes. É a fogueira mais tradicional. Tem a base redonda, como se fosse uma pirâmide.

   Todos os anos em comemoração ao nascimento de São João Batista, Patrono da Ordem e do Gran Priorato Templário do Brasil – Cavalaria São João Batista é realizada uma festa e uma fogueira em frente ao Complexo Templário reunindo Templários e convidados. 

   João era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo. Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, “estremecendo de alegria” na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel.

  O evangelho de São Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó.

   Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.

Crítico da hipocrisia e da imoralidade, São João Batista foi decapitado por capricho de Salomé, enteada de Herodes.

   João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita. (Fonte: SGARBOSSA, Mario e GIOVANNI, Luigi).

   Podemos talvez dizer que é ele mesmo, João Batista – e não Jesus – o próprio Agnus Dei (o Cordeiro de Deus), portador e síntese da tradição judaica mais pura, que ardia entre os Essênios, antes do novo impulso que seria à civilização, pelo Avatara de Jeoshua Bem Pandira, designado o Cristo.

   Sacrificado por degolação, o valor simbólico e filosófico de João Batista é muito importante, e ultrapassa completamente o dogma católico: João batizava os seus adeptos com água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava, que o que viria depois dele “batizaria com fogo”, diríamos, envolvendo os discípulos com uma poderosa aura, ou impacto relativo ao Mundo das Causas, o Alaska, etc., etc., ou Espírito Santo.

   Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de São João Batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a Cristo, através dos votos de castidade, obediência e pobreza. Numa atitude de acolhimento e de disponibilidade como Maria, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os missionários de São João Batista devem tornar-se para os homens de hoje, sinais do Reino, e anunciar os caminhos do Senhor a exemplo do seu padroeiro.

   Deste modo, o simbolismo de “Yohanan” (João em hebraico) ganha, com os séculos, uma poderosa força, que é cultivada por várias correntes gnósticas até chegar à idade média, na qual hospitalários e templários, desde a sua origem, invocam João Batista para seu Patrono.

   São João, o fogo e o solstício de verão, no hemisfério norte, estão, então, indissoluvelmente ligados com uma ação, um trabalho essencialmente transformador, no qual o “Fogo Sagrado” agirá, quer como agente hermético-alquímico, quer como condição necessária para o trabalho com os metais, quer como inteligência criadora, criativa, genial, avessa a qualquer Avatara, porque compartilha desse “mesmo Fogo Divino”, aquele que não reconhece poder na Terra superior a Deus…

   João Batista é o único santo, além da Virgem Maria, de quem a liturgia celebra o nascimento para o Céu, celebrando o nascimento segundo a carne.

  A liturgia festeja no nascimento de São João Batista, a “Aurora da Salvação”, o aparecimento neste mundo do Precursor do Messias. O nascimento do Precursor, seis meses antes do nascimento de Jesus, participa da grandeza do mistério da encarnação, que ele anuncia. Isso se deve, certamente, à missão única que, na história da salvação, foi confiada a esse homem, santificado, no seio da sua mãe, pela presença do Salvador, que dirá mais tarde: “Que fostes ver no deserto””… Um profeta? Sim, Eu vos digo, é mais do que um profeta. Este é aquele de quem foi dito: “Eis que envio a tua frente o meu anjo, que preparará Teu caminho diante de Ti”, pois “Eu vos digo, que entre os nascidos de mulheres não há ninguém maior do que João”. Mas, o que é menor no Reino de Deus é maior do que ele”. (Lc7, 24 a 28).

   Foi, pois, o maior entre os profetas, porque pôde apontar o “Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo” (Jô 1, 29-36). Sua vocação profética desde o ventre materno, reveste-se de acontecimentos extraordinários, repletos de júbilo messiânico, que preparam o nascimento de Jesus. (cf Lc 1, 14-58).

   Profeta do Altíssimo, João Batista é prefigurado por Jeremias: – “antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei, e te constituí profeta entre as nações” (Jer 1, 4 – 10).

   São João Batista foi consagrado desde o seio materno, para anunciar o Salvador, e preparar as almas para a sua vinda.

   Anel de ligação entre a antiga e nova aliança, João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo, e O apresentou ao mundo. O Batismo de penitência, que acompanha o anúncio dos últimos tempos, é figura do batismo, segundo o Espírito (Mt 3, 11). Profeta por excelência, a ponto de não ser uma senão uma “voz” de Deus que clama, ele é o precursor imediato de Cristo: “vai à Sua frente, apontando, com sua palavra e com o bom exemplo de sua vida, as condições necessárias para receber a salvação”.

   A solenidade do Precursor é um convite para que reconheçamos a Cristo, Sol que nos vem visitar na Eucaristia.

   Filho dos personagens bíblicos Isabel e Zacarias, João Batista foi quem batizou Jesus Cristo com as águas do rio Jordão, rio que hoje é a fronteira natural entre Israel e Jordânia, e entre este País e a Cisjordânia.

   Diz o cap. 1 do Evangelho de São Lucas, que a Mãe de João Batista era Prima da Mãe de Jesus, Maria, o que tornava João, primo em segundo grau de Cristo.

   João Batista é descrito na Bíblia como pessoa solitária, que vivia no deserto, e comia gafanhotos e mel. O caminho desse homem estranho e recluso, mas profeta de grande popularidade, cruzou com a da família real na época do rei Herodes Antipas, da Galileia.

   João condenou publicamente o fato do rei ser amante da própria cunhada, Herodíades. Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja.

   A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo. É que foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus. Apesar de descrito como um homem solidário, o povo se encarregou de criar o mito de que São João Batista adora uma festa barulhenta. No entanto, ele costumava dormir, justo na noite de sua festa, 24 de junho.

   Se o estrondo dos fogos de artifício for alto, e for forte o clarão das fogueiras, o Santo acorda, e festeiro que é, desce à Terra para comemorar. Mas nesse caso, diz a tradição, existe o sério risco do mundo acabar pelo fogo.

   Que fim levou a fogueira?

  Foi engolida pelo progresso. Com o crescimento das cidades, as comemorações de São João migraram para as escolas, ou parques públicos. No interior, as festas de rua continuam mobilizando as comunidades, que preservam danças, costumes, e comidas milenares da tradição cristã.

   Uma tradição que nasceu antes de Cristo. Queimar fogueiras, naquela época, significava, saudar a chegada do verão, e apenas no século VI, o catolicismo associou as comemorações pagãs ao aniversário de São João Batista.

   Os portugueses no século XIII incluíram São Pedro, e Santo Antônio, e no Brasil, a data é celebrada desde 1583. De lá para cá, porém, as fogueiras juninas rarearam tanto, que é preciso descobrir onde elas vão queimar nas noites de 24 de junho.

   Cada estado brasileiro brinda o nascimento do Santo católico a seu modo. Existe uma grande confusão com o culto ao caipira. No Rio Grande do Sul as festas geralmente preservam os trajes típicos do estado, em oposição ao tradicional chapéu de palha, e roupa emendada do folclore paulista. No nordeste, a música é o forró.

   As grandes cidades acabaram engolindo os festejos de São João, que cada vez mais ocorrem em recintos fechados, pois não é seguro se fazer festa na rua, por falta de segurança, e problemas de transito.

   A cidade grande retira um pouco da referência de comunidade. Isto vale para qualquer festa popular aberta. A realidade no interior, porém é outra, onde a receptividade é mais forte e mantém viva, esta tradição.

Oração a São João Batista

   São João Batista, voz que clama no deserto:

   “Endireitai os caminhos do Senhor… fazei penitência, porque no meio de Vós está quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão Daquele que Vós anunciastes com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira os peca do mundo”. São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós.

Fonte:
https://www.granprioratotemplario.com.br/quem-somos-nos-sub/a-historia-de-sao-joao-batista-patrono-da-ordem-templaria-e-do-gran-priorato-templario-do-brasil

sábado, 13 de junho de 2020

Os primeiros passos na senda da Iniciação Crística

   Longo são os dias até nos encontrarmos no Templo Sagrado do Senhor. Os ensinamentos esotéricos do Cristo requerem do Iniciado da Ordem dos Cavaleiros Templários da OSMTH Magnum Magisterium, a consciência da necessidade do renascimento, ou seja, da adoção de um novo modelo vida, sem a qual a Iniciação não tem nenhum valor.
   Como disse o Apóstolo Paulo “A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”, porém, o Cristo é a verdade e a graça é Maria, assim acontece a união do masculino e do feminino do Verbo e, através dessa união, realizou-se em Canãa da Galileia a transmutação alquímica da água em vinho, da matéria em espírito, revelando-se o Cristo como o anunciador do Verbo de Deus e Maria como quem o convidou a se revelar. Assim deve acontecer a nossa transmutação pessoal e para isso duas perguntas devem ser feitas por nós ao nosso interior, em nossa conversa com o nosso íntimo: “Queres ser curados? Desejas sair do abismo das trevas e entrar no mundo absoluto de Deus?
   Dessas respostas dependem o caminhar pelo sendeiro iniciático, a transformação de criaturas, em filhos de Deus. Nada é gratuito, tudo requer trabalho. Muito trabalho!
   Toda condição humana fez uma significativa troca desde a chegada de Jesus e Maria com a revelação da natureza profunda do homem e de suas novas relações com a divindade. A individualização da graça e a união mística entre Cristo e o amado discípulo João, tornou possível a mutação, favorecendo a potencialização do pensamento metafísico e o desenvolvimento da expansão da consciência do discípulo, descobrindo daí a sua natureza divina. Este fenômeno recorda as palavras de Paulo: “somos os que têm o espírito de Cristo... Não sou eu, senão o Cristo que vive em mim” e, por conseguinte, torna possível a transformação e a transmutação do discípulo em outro Cristo, no seio da mãe. “Eis aqui seu filho, eis aqui sua mãe”.
   É evidente que esse mistério não pode ser entendido pelos profanos, pelos psíquicos, por aqueles que toda via ainda não estão no sendeiro na iniciação Crística, dos que buscam entender o Verbo de Deus pelo intelecto e pela razão, haja vista que “a sabedoria dos homens é loucura aos olhos de Deus”.
   Tal feito é uma experiência pessoal, visto que ninguém pode percorrer o caminho pelo outro, uma descoberta pessoal através do sentir do coração que favorece a expansão da consciência e a manifestação do Espírito Santo em nós.
   Os secretos espirituais se protegem por si mesmo, pois não podem ser entendidos, revelados e utilizados por aqueles que não têm capacidade espiritual para compreendê-los. Não podem ser profanados ou traídos, daí Jesus ter afirmado categoricamente “digo os meus mistérios aos que são dignos dos meus mistérios”.
   É necessário que o aprendiz tenha fome e sede da palavra do Cristo que é Espírito e vida, que deixe de lado o mundo das ilusões para entrar no mundo absoluto de Deus. Que sinta sede da obtenção da Água Viva e que se deixe ser preenchido por ela. É preciso que se busque a justiça verdadeira nos pensamentos, palavras, atos e ações.
   “Ditosos aqueles que são os perseguidos por causa da justiça porque o Reino dos céus lhes pertence”. E por que os santos são chamados justos? É porque o caminho da santidade e o da iniciação Crística implica na busca da conquista imanente e sua aplicação na vida. Só se descobre o reino de Deus na medida em que se caminha pelo sendeiro da luz. São justos os que fazem a vontade de Deus e para fazer a vontade de Deus é preciso conhecê-la, ou seja, reconhecer o ensinamento Divino, não ter dúvidas de estar entrando e pisando em um terreno sagrado.
   Não podemos ignorar em que consiste a vontade do Pai e muito menos que a Sua vontade se revela a nós na medida de nossa evolução espiritual, quando começamos a expandir a nossa consciência, abrir os nossos corações e os olhos da alma e colocamos nosso empenho em seguir o Sendeiro da luz.
   O ensinamento esotérico inicial dá a conhecer ao postulante que não sabe nada. Então, o buscador está a ponto de encontrar o passo até a luz, porém, se segue crendo que sabe algo e se considera como um personagem importante é que caiu na armadilha da soberba e dificilmente poderá recuperar-se. A humildade é a base imprescindível para acercar-se do conhecimento da verdade.
   Antes de chegar ao verdadeiro ensinamento é necessário superar o mundo formal, franquear a barreira das aparências e começar a pressentir os impulsos do mundo invisível. Daí então, o aspirante tende a se enfrentar com novos riscos, com novas doutrinas e com organizações e mestres que lhe prometem grandes poderes psíquicos, indício inconfundível de uma via errônea. Também busca a luz em livros, e o resultado lógico de todas essas tentativas é que suas trevas interiores se fazem cada vez mais espessas. Um livro, um só livro poderia tirar-lhe de dúvidas e confusões, a Bíblia, porém, uma falsa crença herdada da consciência coletiva, lhe mantém uma ideia de que se trata somente de um livro de religião. A Bíblia é muito mais, é a palavra de Deus, mas como muitos clérigos afirmam continuamente sem demostrar, a maioria dos homens desconhece a sua verdadeira importância, por esta razão permanecem nas trevas.
   Se quisermos caminhar no sendeiro da luz devemos aprender que o secreto não pode ser descoberto pelo intelecto ou pela razão, senão pelo sentir o pulsar da Palavra de Deus, revelada pelo Cristo e transcrita por João, dentro de nós mesmos.
   Nesta trajetória os que não estão preparados ficam pelo meio do caminho, desistem, se afastam de forma natural sem chegar a conhecer o sagrado, que se oculta por si mesmo. Quando o iniciado compreende isso, quando já não tem dúvidas, descobre que está sendo transformado, que está se regenerando, que está nascendo em espírito, visto ser esta a via de comunicação com Deus que também é espírito, conforme afirmou Jesus à Nicodemos.
   A iniciação é bem mais do que o dizer sim e o juramento feito com a mão sobre a Escritura Sagrada, ela passa a ter efeito quando o iniciado se permite ser transformado pela palavra do Cristo e diz sem dúvidas: “eis-me aqui Senhor.     Quero ser curado de minhas misérias interiores!”.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.

Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

O caminho espiritual dos Soldados de Cristo

   Desde que o mundo é mundo, existe uma luta entre o bem e o mal. Esta luta permanece dentro e fora do homem, através dos tempos.
   O Cavaleiro Templário precisa travar uma luta constante para vencer os velhos vícios, o velho homem. Só assim, pode surgir em si o novo homem. Disse Buda: “É mais forte o homem que vence a si mesmo do que aquele que vence mil homens em combate”.
   Todas as vezes que os Irmãos Maiores voltavam do campo de batalha no período Medieval afirmavam “vencemos o inimigo menor, continuemos o combate com nosso maior inimigo, aquele que está dentro de nós mesmos”.
   Jesus falou a Nicodemos: “É preciso nascer em espírito para entrar no reino do céu”. Esse reino não está fora, mas dentro do próprio homem. Compreendendo isso, o Cavaleiro Templário dá um importante passo para a sua ascensão espiritual, para se tornar um guerreiro da luz, preparado para qualquer embate. Não conhece nenhum medo, não teme a nenhum mal.
   Jesus explicou ao doutor da lei que sem o renascimento não é possível acender ao espírito e disse ainda que “Deus é espírito e que através do espírito é possível falar com Deus”.
   Quanto a luta externa, temos assistido o colapso da economia mundial e o homem ainda não descobriu como resolver o problema criado pelo próprio homem. O homem parece não querer enxergar que a solução de todos os seus problemas e males se encontra na pratica dos dois princípios básicos ensinados pelo Mestre dos Mestres para a evolução da humanidade: Ter “temor a Deus” e “amor ao próximo”.
   A Cavalaria Templária atual precisa compreender que não se combate o mal que assola o mundo, com a espada do guerreiro, mas, sim, com a misericórdia e o amor do monge.
   “Na casa de meu Pai existem muitas moradas”, disse Jesus. Portanto, são os passos dados na terra que conduzem o Cavaleiro Templário para a casa do Pai ou, se dEle se distanciar, para a senzala espiritual. A lei do livre arbítrio dá ao Cavaleiro o direito da escolha.
   Somente matando o velho homem é possível florescer o Eu Divino. A casca deve morrer, para que a semente possa brotar. O Cavaleiro necessita se desligar das coisas mundanas e se ligar nas coisas espirituais, no fortalecimento do seu espírito.
   Enganasse o Cavaleiro achando que para trilhar o caminho indicado pelo Mestre é preciso abandonar tudo, se tornar um eremita, desprovido de conforto físico e espiritual. Nossos Irmãos Maiores nos ensinaram ao adquirirem inúmeras propriedades e bens por toda a Europa, que os bens devem servir para servir e não para sermos escravos deles. Assim, possuíam muitos bens, mas nunca se deixaram ser escravizados por eles. Mantiveram-se fiéis como “pobres Cavaleiros de Cristo”. Adquiriram a consciência de que eram tomadores de conta daquilo que o Senhor lhes confiava. Que desta terra nada se leva de bens materiais, que os bens que nela se pratica, são verdadeiros tesouros que enriquecem o espírito do Cavaleiro para a vida vindoura.
   Em seu Evangelho Espiritual e Esotérico, João, o Apóstolo amado de Jesus ensina do primeiro ao vigésimo primeiro capítulo que é preciso renascer para se transformar em “filho de Deus”, em um novo homem, em um iniciado Crístico.
   É preciso escolher a que senhor se quer servir!
   Um Cavaleiro Templário deve ser um exemplo para os demais. Precisa esforçar-se na pratica das sete virtudes. Deve honrar o Código Templário. Deve se colocar diante do altar e dizer de corpo, mente e alma: “Eis-me aqui Senhor”, estando sempre pronto para a batalha em favor do triunfo do bem.
   Suas vitórias e conquistas devem ser pela honra e glória do Senhor e nunca por si mesmo.
   Um Templário deve colocar os seus bens, a sua sabedoria e todo o seu ser em favor das causas de Deus.
   Ser um Templário é estar sempre de prontidão para servir onde e quando for chamado pela causa do Cristo de servir ao próximo.
   A maior vitória do Cristo deu-se quando Ele declarou: “Ei vencido o mundo!” Tais palavras passam por despercebidas pela maioria da humanidade.
   Um Templário precisa compreender que o Cristo foi fiel a Deus até o último de Seus instantes na terra. Dando assim, o maior de todos os exemplos de amor, ao pronunciar antes do suspiro derradeiro as palavras “Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”. E por que fez isso? Para mostrar que não se combate o mal com o mal, mas com o bem, com amor e compaixão.
   Quando vier o Filho de Deus todos que aqueles adquiriram a consciência de que o bem deve prevalecer sobre a terra, devem cavalgar ao Seu lado, para o triunfo final.
   Portanto, um Templário necessita ter a consciência de que “por seus frutos será reconhecido e por suas ações se dará a conhecer”.
   Desta forma, necessita treinar para vencer um por um de seus inimigos internos, segundo um plano que ele mesmo deve estabelecer, agora mesmo e se não o fizer, sua batalha haverá sido perdida de antemão.
   Um Cavaleiro Templário deve se convencer de que precisa mudar sua forma de ser e de agir, que deve se regenerar, porque se não tiver o verdadeiro desejo de mudar, de ser outro, de superar-se, para que servirá a sua Iniciação?
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.

Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

Um pensamento de Tagore

  Um livro aberto é um cérebro que fala; Fechado, um amigo que espera; Esquecido, uma alma que perdoa; Destruído, um coração que chora. Rabi...