sábado, 13 de junho de 2020

O amor e a compaixão como instrumentos de transformação da humanidade

   Há 2020 anos passados, Jesus Cristo, o filho de Deus, esteve na terra e deixou pegadas que ainda hoje são reconhecidas como instrumentos de transformação da humanidade.
   A lei transmitida por Jesus e vinda do próprio Criador, estabelece como maiores mandamentos, “amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo”. Lei tão precisa que se observada, a terra seria o verdadeiro paraíso.
   Em sua peregrinação terrena Jesus sempre estendeu as mãos para os mais necessitados, deixando como exemplo que a compaixão é uma forma de amar ao outro intensamente, ou seja, amar com paixão.
   Apaixonar-se pelo outro é sentir intensamente a sua dor, o seu sofrimento, a sua angústia e as suas mazelas. Jesus assim amava e quando sentia a dor do outro perguntava: queres ser curado? E quando o outro respondia que sim, Ele o curava.
   Assim Jesus curou muitos cegos, mudos, surdos, paralíticos e doentes que sofriam outros males.
   O Mestre se condoía com o sofrimento do outro e o acolhia com ternura e amor.
   O amor de Jesus era tão grande que Ele sentira a angústia de Judas, que o traiu.
   Mesmo sabendo das dores e sofrimentos que iria passar, lavou os pés de quem iria traí-lo e dividiu com ele, o pão e o vinho, na última ceia.
   Jesus carregou sobre os Seus ombros as mazelas da humanidade, expulsando demônios e curando os loucos, restituindo-lhes a vida.
   Como disse João, o apóstolo amado, se tudo que foi feito por Jesus fosse narrado, não caberiam os livros no mundo inteiro.
   Se a compaixão foi o esteio de Sua peregrinação na terra, o amor foi o próprio oxigênio, que moveu toda a vida de Jesus.
   O amor é capaz de unir pessoas diferentes.
   O amor tem o poder de transformar o desconhecido em irmão.
   O amor é como uma canção, cujas notas harmoniosas, embalam os grandes sonhos.
   O amor é como o Maná, servido ao povo de Deus.
   O amor é como a água que sacia a sede do viajante, em dias de calor.
   O amor é como uma coberta que aquece aquele que está ao relento, que tem o céu e as estrelas como teto.
   O amor é como oxigênio que preenche os pulmões do afogado.
   O amor é como o sal da terra.
   O amor é a mesa farta com a família ao redor.
   O amor é como o leite que suga a criança no peito de sua mãe, quando ainda não sabe expressar a fome que tem.
   O amor é o travesseiro que acomoda a cabeça para o sono tranquilo e a realização dos sonhos.
   O amor é água, ar, alimento, agasalho e teto. O amor é o grande abrigo que acomoda toda gente, cujo coração se abre, para fazer dele a sua morada.
   A pandemia trouxe muitas incertezas, dúvidas e medos para humanidade, que há muito vive afastada do amor.
   O homem viu ruir seus antigos sonhos e ilusões, se mostra temeroso e sem perspectiva com o que virá depois da pandemia.
   Ainda não se sabe como será a vida após a pandemia, mas uma coisa se pode afirmar, é que a compaixão e o amor podem ser a luz que se apresenta no fim do túnel para a existência da humanidade.
   Porque o amor e a compaixão são alimentos indispensáveis para o corpo, a alma e a evolução do espírito.
   O amor e a compaixão unem o homem a Deus.
   É certo que a maioria das pessoas acredita que o amor e a compaixão não passam de sonhos, mas, esse sonho perdura há 2020 anos, como uma seta que indica ao peregrino o caminho a seguir, para atingir a montanha que leva o homem ao reino dos céus.
   É bem verdade que cada homem terá que se desnudar de muitos dos seus conceitos e preconceitos, de mudar os seus modos de vida, para que todos possam sair deste maremoto e da tormenta que vive a humanidade.
   O mundo nunca mais será o mesmo. Apesar de muitas autoridades mundiais saberem disso, ainda se mantém agarrados ao mastro da antiga embarcação, mesmo sabendo que o casco está rachado e ela afundando.
   O amor e a compaixão derrubam as desigualdades sociais, igualam os direitos e deveres, não diferencia os homens e isso atormenta aqueles que ainda se sentem como os “senhores do engenho”, com o chicote na mão, a mesa farta e os escravos na senzala.
   Disse Jesus sobre o início das dores: “E certamente ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
   Porquanto, se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, pestes e terremotos em vários lugares; porém, tudo isto é o princípio das dores.
   Então sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.
   Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.
   E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.
   Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.
   E será pregado este Evangelho do reino por todo mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”.
   Quem tem olhos que veja! Quem tem ouvidos que ouça!
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.

Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

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