terça-feira, 23 de junho de 2020

A História de São João Batista, Patrono da Ordem Templária e do Gran-Priorato Templário do Brasil

   São João Batista nasceu em junho, precisamente no dia 24 de junho. Em um cenário tão controverso, surge um homem simples, amigo do deserto, e com uma importantíssima missão: preparar o caminho para a chegada do Messias.

   Diz a história bíblica, que na antiga Judeia, as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. Como moravam distantes, elas combinaram, que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade, acendendo uma fogueira em frente à própria casa. Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento de seu filho, João Batista.

   Até hoje as fogueiras são acesas na tarde de 24 de junho, acompanhadas de foguetórios, jogos, prendas e bailes. É a fogueira mais tradicional. Tem a base redonda, como se fosse uma pirâmide.

   Todos os anos em comemoração ao nascimento de São João Batista, Patrono da Ordem e do Gran Priorato Templário do Brasil – Cavalaria São João Batista é realizada uma festa e uma fogueira em frente ao Complexo Templário reunindo Templários e convidados. 

   João era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo. Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias, “estremecendo de alegria” na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel.

  O evangelho de São Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó.

   Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.

Crítico da hipocrisia e da imoralidade, São João Batista foi decapitado por capricho de Salomé, enteada de Herodes.

   João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita. (Fonte: SGARBOSSA, Mario e GIOVANNI, Luigi).

   Podemos talvez dizer que é ele mesmo, João Batista – e não Jesus – o próprio Agnus Dei (o Cordeiro de Deus), portador e síntese da tradição judaica mais pura, que ardia entre os Essênios, antes do novo impulso que seria à civilização, pelo Avatara de Jeoshua Bem Pandira, designado o Cristo.

   Sacrificado por degolação, o valor simbólico e filosófico de João Batista é muito importante, e ultrapassa completamente o dogma católico: João batizava os seus adeptos com água (ou seja, utilizando um símbolo material), mas afirmava, que o que viria depois dele “batizaria com fogo”, diríamos, envolvendo os discípulos com uma poderosa aura, ou impacto relativo ao Mundo das Causas, o Alaska, etc., etc., ou Espírito Santo.

   Na comunidade religiosa da igreja católica os missionários de São João Batista, ou seja, seus membros (sacerdotes ou leigos) consagram a sua vida a Cristo, através dos votos de castidade, obediência e pobreza. Numa atitude de acolhimento e de disponibilidade como Maria, alicerçados no Cristo da Eucaristia, os missionários de São João Batista devem tornar-se para os homens de hoje, sinais do Reino, e anunciar os caminhos do Senhor a exemplo do seu padroeiro.

   Deste modo, o simbolismo de “Yohanan” (João em hebraico) ganha, com os séculos, uma poderosa força, que é cultivada por várias correntes gnósticas até chegar à idade média, na qual hospitalários e templários, desde a sua origem, invocam João Batista para seu Patrono.

   São João, o fogo e o solstício de verão, no hemisfério norte, estão, então, indissoluvelmente ligados com uma ação, um trabalho essencialmente transformador, no qual o “Fogo Sagrado” agirá, quer como agente hermético-alquímico, quer como condição necessária para o trabalho com os metais, quer como inteligência criadora, criativa, genial, avessa a qualquer Avatara, porque compartilha desse “mesmo Fogo Divino”, aquele que não reconhece poder na Terra superior a Deus…

   João Batista é o único santo, além da Virgem Maria, de quem a liturgia celebra o nascimento para o Céu, celebrando o nascimento segundo a carne.

  A liturgia festeja no nascimento de São João Batista, a “Aurora da Salvação”, o aparecimento neste mundo do Precursor do Messias. O nascimento do Precursor, seis meses antes do nascimento de Jesus, participa da grandeza do mistério da encarnação, que ele anuncia. Isso se deve, certamente, à missão única que, na história da salvação, foi confiada a esse homem, santificado, no seio da sua mãe, pela presença do Salvador, que dirá mais tarde: “Que fostes ver no deserto””… Um profeta? Sim, Eu vos digo, é mais do que um profeta. Este é aquele de quem foi dito: “Eis que envio a tua frente o meu anjo, que preparará Teu caminho diante de Ti”, pois “Eu vos digo, que entre os nascidos de mulheres não há ninguém maior do que João”. Mas, o que é menor no Reino de Deus é maior do que ele”. (Lc7, 24 a 28).

   Foi, pois, o maior entre os profetas, porque pôde apontar o “Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo” (Jô 1, 29-36). Sua vocação profética desde o ventre materno, reveste-se de acontecimentos extraordinários, repletos de júbilo messiânico, que preparam o nascimento de Jesus. (cf Lc 1, 14-58).

   Profeta do Altíssimo, João Batista é prefigurado por Jeremias: – “antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei, e te constituí profeta entre as nações” (Jer 1, 4 – 10).

   São João Batista foi consagrado desde o seio materno, para anunciar o Salvador, e preparar as almas para a sua vinda.

   Anel de ligação entre a antiga e nova aliança, João foi acima de tudo o enviado de Deus, uma testemunha fiel da luz, aquele que anunciou Cristo, e O apresentou ao mundo. O Batismo de penitência, que acompanha o anúncio dos últimos tempos, é figura do batismo, segundo o Espírito (Mt 3, 11). Profeta por excelência, a ponto de não ser uma senão uma “voz” de Deus que clama, ele é o precursor imediato de Cristo: “vai à Sua frente, apontando, com sua palavra e com o bom exemplo de sua vida, as condições necessárias para receber a salvação”.

   A solenidade do Precursor é um convite para que reconheçamos a Cristo, Sol que nos vem visitar na Eucaristia.

   Filho dos personagens bíblicos Isabel e Zacarias, João Batista foi quem batizou Jesus Cristo com as águas do rio Jordão, rio que hoje é a fronteira natural entre Israel e Jordânia, e entre este País e a Cisjordânia.

   Diz o cap. 1 do Evangelho de São Lucas, que a Mãe de João Batista era Prima da Mãe de Jesus, Maria, o que tornava João, primo em segundo grau de Cristo.

   João Batista é descrito na Bíblia como pessoa solitária, que vivia no deserto, e comia gafanhotos e mel. O caminho desse homem estranho e recluso, mas profeta de grande popularidade, cruzou com a da família real na época do rei Herodes Antipas, da Galileia.

   João condenou publicamente o fato do rei ser amante da própria cunhada, Herodíades. Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja.

   A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo. É que foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus. Apesar de descrito como um homem solidário, o povo se encarregou de criar o mito de que São João Batista adora uma festa barulhenta. No entanto, ele costumava dormir, justo na noite de sua festa, 24 de junho.

   Se o estrondo dos fogos de artifício for alto, e for forte o clarão das fogueiras, o Santo acorda, e festeiro que é, desce à Terra para comemorar. Mas nesse caso, diz a tradição, existe o sério risco do mundo acabar pelo fogo.

   Que fim levou a fogueira?

  Foi engolida pelo progresso. Com o crescimento das cidades, as comemorações de São João migraram para as escolas, ou parques públicos. No interior, as festas de rua continuam mobilizando as comunidades, que preservam danças, costumes, e comidas milenares da tradição cristã.

   Uma tradição que nasceu antes de Cristo. Queimar fogueiras, naquela época, significava, saudar a chegada do verão, e apenas no século VI, o catolicismo associou as comemorações pagãs ao aniversário de São João Batista.

   Os portugueses no século XIII incluíram São Pedro, e Santo Antônio, e no Brasil, a data é celebrada desde 1583. De lá para cá, porém, as fogueiras juninas rarearam tanto, que é preciso descobrir onde elas vão queimar nas noites de 24 de junho.

   Cada estado brasileiro brinda o nascimento do Santo católico a seu modo. Existe uma grande confusão com o culto ao caipira. No Rio Grande do Sul as festas geralmente preservam os trajes típicos do estado, em oposição ao tradicional chapéu de palha, e roupa emendada do folclore paulista. No nordeste, a música é o forró.

   As grandes cidades acabaram engolindo os festejos de São João, que cada vez mais ocorrem em recintos fechados, pois não é seguro se fazer festa na rua, por falta de segurança, e problemas de transito.

   A cidade grande retira um pouco da referência de comunidade. Isto vale para qualquer festa popular aberta. A realidade no interior, porém é outra, onde a receptividade é mais forte e mantém viva, esta tradição.

Oração a São João Batista

   São João Batista, voz que clama no deserto:

   “Endireitai os caminhos do Senhor… fazei penitência, porque no meio de Vós está quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão Daquele que Vós anunciastes com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira os peca do mundo”. São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós.

Fonte:
https://www.granprioratotemplario.com.br/quem-somos-nos-sub/a-historia-de-sao-joao-batista-patrono-da-ordem-templaria-e-do-gran-priorato-templario-do-brasil

sábado, 13 de junho de 2020

Os primeiros passos na senda da Iniciação Crística

   Longo são os dias até nos encontrarmos no Templo Sagrado do Senhor. Os ensinamentos esotéricos do Cristo requerem do Iniciado da Ordem dos Cavaleiros Templários da OSMTH Magnum Magisterium, a consciência da necessidade do renascimento, ou seja, da adoção de um novo modelo vida, sem a qual a Iniciação não tem nenhum valor.
   Como disse o Apóstolo Paulo “A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”, porém, o Cristo é a verdade e a graça é Maria, assim acontece a união do masculino e do feminino do Verbo e, através dessa união, realizou-se em Canãa da Galileia a transmutação alquímica da água em vinho, da matéria em espírito, revelando-se o Cristo como o anunciador do Verbo de Deus e Maria como quem o convidou a se revelar. Assim deve acontecer a nossa transmutação pessoal e para isso duas perguntas devem ser feitas por nós ao nosso interior, em nossa conversa com o nosso íntimo: “Queres ser curados? Desejas sair do abismo das trevas e entrar no mundo absoluto de Deus?
   Dessas respostas dependem o caminhar pelo sendeiro iniciático, a transformação de criaturas, em filhos de Deus. Nada é gratuito, tudo requer trabalho. Muito trabalho!
   Toda condição humana fez uma significativa troca desde a chegada de Jesus e Maria com a revelação da natureza profunda do homem e de suas novas relações com a divindade. A individualização da graça e a união mística entre Cristo e o amado discípulo João, tornou possível a mutação, favorecendo a potencialização do pensamento metafísico e o desenvolvimento da expansão da consciência do discípulo, descobrindo daí a sua natureza divina. Este fenômeno recorda as palavras de Paulo: “somos os que têm o espírito de Cristo... Não sou eu, senão o Cristo que vive em mim” e, por conseguinte, torna possível a transformação e a transmutação do discípulo em outro Cristo, no seio da mãe. “Eis aqui seu filho, eis aqui sua mãe”.
   É evidente que esse mistério não pode ser entendido pelos profanos, pelos psíquicos, por aqueles que toda via ainda não estão no sendeiro na iniciação Crística, dos que buscam entender o Verbo de Deus pelo intelecto e pela razão, haja vista que “a sabedoria dos homens é loucura aos olhos de Deus”.
   Tal feito é uma experiência pessoal, visto que ninguém pode percorrer o caminho pelo outro, uma descoberta pessoal através do sentir do coração que favorece a expansão da consciência e a manifestação do Espírito Santo em nós.
   Os secretos espirituais se protegem por si mesmo, pois não podem ser entendidos, revelados e utilizados por aqueles que não têm capacidade espiritual para compreendê-los. Não podem ser profanados ou traídos, daí Jesus ter afirmado categoricamente “digo os meus mistérios aos que são dignos dos meus mistérios”.
   É necessário que o aprendiz tenha fome e sede da palavra do Cristo que é Espírito e vida, que deixe de lado o mundo das ilusões para entrar no mundo absoluto de Deus. Que sinta sede da obtenção da Água Viva e que se deixe ser preenchido por ela. É preciso que se busque a justiça verdadeira nos pensamentos, palavras, atos e ações.
   “Ditosos aqueles que são os perseguidos por causa da justiça porque o Reino dos céus lhes pertence”. E por que os santos são chamados justos? É porque o caminho da santidade e o da iniciação Crística implica na busca da conquista imanente e sua aplicação na vida. Só se descobre o reino de Deus na medida em que se caminha pelo sendeiro da luz. São justos os que fazem a vontade de Deus e para fazer a vontade de Deus é preciso conhecê-la, ou seja, reconhecer o ensinamento Divino, não ter dúvidas de estar entrando e pisando em um terreno sagrado.
   Não podemos ignorar em que consiste a vontade do Pai e muito menos que a Sua vontade se revela a nós na medida de nossa evolução espiritual, quando começamos a expandir a nossa consciência, abrir os nossos corações e os olhos da alma e colocamos nosso empenho em seguir o Sendeiro da luz.
   O ensinamento esotérico inicial dá a conhecer ao postulante que não sabe nada. Então, o buscador está a ponto de encontrar o passo até a luz, porém, se segue crendo que sabe algo e se considera como um personagem importante é que caiu na armadilha da soberba e dificilmente poderá recuperar-se. A humildade é a base imprescindível para acercar-se do conhecimento da verdade.
   Antes de chegar ao verdadeiro ensinamento é necessário superar o mundo formal, franquear a barreira das aparências e começar a pressentir os impulsos do mundo invisível. Daí então, o aspirante tende a se enfrentar com novos riscos, com novas doutrinas e com organizações e mestres que lhe prometem grandes poderes psíquicos, indício inconfundível de uma via errônea. Também busca a luz em livros, e o resultado lógico de todas essas tentativas é que suas trevas interiores se fazem cada vez mais espessas. Um livro, um só livro poderia tirar-lhe de dúvidas e confusões, a Bíblia, porém, uma falsa crença herdada da consciência coletiva, lhe mantém uma ideia de que se trata somente de um livro de religião. A Bíblia é muito mais, é a palavra de Deus, mas como muitos clérigos afirmam continuamente sem demostrar, a maioria dos homens desconhece a sua verdadeira importância, por esta razão permanecem nas trevas.
   Se quisermos caminhar no sendeiro da luz devemos aprender que o secreto não pode ser descoberto pelo intelecto ou pela razão, senão pelo sentir o pulsar da Palavra de Deus, revelada pelo Cristo e transcrita por João, dentro de nós mesmos.
   Nesta trajetória os que não estão preparados ficam pelo meio do caminho, desistem, se afastam de forma natural sem chegar a conhecer o sagrado, que se oculta por si mesmo. Quando o iniciado compreende isso, quando já não tem dúvidas, descobre que está sendo transformado, que está se regenerando, que está nascendo em espírito, visto ser esta a via de comunicação com Deus que também é espírito, conforme afirmou Jesus à Nicodemos.
   A iniciação é bem mais do que o dizer sim e o juramento feito com a mão sobre a Escritura Sagrada, ela passa a ter efeito quando o iniciado se permite ser transformado pela palavra do Cristo e diz sem dúvidas: “eis-me aqui Senhor.     Quero ser curado de minhas misérias interiores!”.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.

Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

O caminho espiritual dos Soldados de Cristo

   Desde que o mundo é mundo, existe uma luta entre o bem e o mal. Esta luta permanece dentro e fora do homem, através dos tempos.
   O Cavaleiro Templário precisa travar uma luta constante para vencer os velhos vícios, o velho homem. Só assim, pode surgir em si o novo homem. Disse Buda: “É mais forte o homem que vence a si mesmo do que aquele que vence mil homens em combate”.
   Todas as vezes que os Irmãos Maiores voltavam do campo de batalha no período Medieval afirmavam “vencemos o inimigo menor, continuemos o combate com nosso maior inimigo, aquele que está dentro de nós mesmos”.
   Jesus falou a Nicodemos: “É preciso nascer em espírito para entrar no reino do céu”. Esse reino não está fora, mas dentro do próprio homem. Compreendendo isso, o Cavaleiro Templário dá um importante passo para a sua ascensão espiritual, para se tornar um guerreiro da luz, preparado para qualquer embate. Não conhece nenhum medo, não teme a nenhum mal.
   Jesus explicou ao doutor da lei que sem o renascimento não é possível acender ao espírito e disse ainda que “Deus é espírito e que através do espírito é possível falar com Deus”.
   Quanto a luta externa, temos assistido o colapso da economia mundial e o homem ainda não descobriu como resolver o problema criado pelo próprio homem. O homem parece não querer enxergar que a solução de todos os seus problemas e males se encontra na pratica dos dois princípios básicos ensinados pelo Mestre dos Mestres para a evolução da humanidade: Ter “temor a Deus” e “amor ao próximo”.
   A Cavalaria Templária atual precisa compreender que não se combate o mal que assola o mundo, com a espada do guerreiro, mas, sim, com a misericórdia e o amor do monge.
   “Na casa de meu Pai existem muitas moradas”, disse Jesus. Portanto, são os passos dados na terra que conduzem o Cavaleiro Templário para a casa do Pai ou, se dEle se distanciar, para a senzala espiritual. A lei do livre arbítrio dá ao Cavaleiro o direito da escolha.
   Somente matando o velho homem é possível florescer o Eu Divino. A casca deve morrer, para que a semente possa brotar. O Cavaleiro necessita se desligar das coisas mundanas e se ligar nas coisas espirituais, no fortalecimento do seu espírito.
   Enganasse o Cavaleiro achando que para trilhar o caminho indicado pelo Mestre é preciso abandonar tudo, se tornar um eremita, desprovido de conforto físico e espiritual. Nossos Irmãos Maiores nos ensinaram ao adquirirem inúmeras propriedades e bens por toda a Europa, que os bens devem servir para servir e não para sermos escravos deles. Assim, possuíam muitos bens, mas nunca se deixaram ser escravizados por eles. Mantiveram-se fiéis como “pobres Cavaleiros de Cristo”. Adquiriram a consciência de que eram tomadores de conta daquilo que o Senhor lhes confiava. Que desta terra nada se leva de bens materiais, que os bens que nela se pratica, são verdadeiros tesouros que enriquecem o espírito do Cavaleiro para a vida vindoura.
   Em seu Evangelho Espiritual e Esotérico, João, o Apóstolo amado de Jesus ensina do primeiro ao vigésimo primeiro capítulo que é preciso renascer para se transformar em “filho de Deus”, em um novo homem, em um iniciado Crístico.
   É preciso escolher a que senhor se quer servir!
   Um Cavaleiro Templário deve ser um exemplo para os demais. Precisa esforçar-se na pratica das sete virtudes. Deve honrar o Código Templário. Deve se colocar diante do altar e dizer de corpo, mente e alma: “Eis-me aqui Senhor”, estando sempre pronto para a batalha em favor do triunfo do bem.
   Suas vitórias e conquistas devem ser pela honra e glória do Senhor e nunca por si mesmo.
   Um Templário deve colocar os seus bens, a sua sabedoria e todo o seu ser em favor das causas de Deus.
   Ser um Templário é estar sempre de prontidão para servir onde e quando for chamado pela causa do Cristo de servir ao próximo.
   A maior vitória do Cristo deu-se quando Ele declarou: “Ei vencido o mundo!” Tais palavras passam por despercebidas pela maioria da humanidade.
   Um Templário precisa compreender que o Cristo foi fiel a Deus até o último de Seus instantes na terra. Dando assim, o maior de todos os exemplos de amor, ao pronunciar antes do suspiro derradeiro as palavras “Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”. E por que fez isso? Para mostrar que não se combate o mal com o mal, mas com o bem, com amor e compaixão.
   Quando vier o Filho de Deus todos que aqueles adquiriram a consciência de que o bem deve prevalecer sobre a terra, devem cavalgar ao Seu lado, para o triunfo final.
   Portanto, um Templário necessita ter a consciência de que “por seus frutos será reconhecido e por suas ações se dará a conhecer”.
   Desta forma, necessita treinar para vencer um por um de seus inimigos internos, segundo um plano que ele mesmo deve estabelecer, agora mesmo e se não o fizer, sua batalha haverá sido perdida de antemão.
   Um Cavaleiro Templário deve se convencer de que precisa mudar sua forma de ser e de agir, que deve se regenerar, porque se não tiver o verdadeiro desejo de mudar, de ser outro, de superar-se, para que servirá a sua Iniciação?
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

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S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida

   Para muitos os ensinamentos de Jesus só são lembrados nas horas em que estão necessitados, na maioria do tempo Seus ensinamentos passam por despercebidos.
   Jesus é o filho de Deus, Ele veio a Terra com a missão de mostrar “o caminho, a verdade e a vida", que lhe foi descrito pelo Pai.
   Muitos homens preferem tomar outro caminho, o caminho do “pai da mentira”, esquecendo-se o que disse Jesus sobre ele: "Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira".
   As palavras do Mestre soam como bem fortes para quem sempre pregou a lei do amor, no entanto, elas têm como objetivo acordar aos que dormem, aos que não compreenderam que a salvação vem através d'Ele que é O enviado por Deus.
   Muitos confundem as religiões e aqueles que “pregam” a palavra com a importância do Livro Sagrado, o qual é o Livro de Deus, e ao fazerem isso, são desvirtuados do caminho.
   Os seguidores do "pai da mentira" praticam a mentira, idolatram a falsidade, desfraldam a bandeira da maledicência, expõe a face da hipocrisia, cultuam a inveja, adoram o mal.
   A mentira sempre foi uma doença que consome a essência do homem. A mentira enreda o homem na teia do maligno e aquele que caminha pelo seu caminho, vive em um mundo de trevas. É atirado no mais profundo abismo de fogo, portanto, deve livrar-se da mentira o quanto antes, para que seja possível encontrar o caminho da luz.
   Todo aquele que pratica a falsidade, apesar de muitas vezes viver camuflado pelo manto do cordeiro, sempre deixa de fora o “focinho e os dentes do lobo”, pronto para devorar o outro. Quando o homem deixa de lado o caminho da falsidade, o “manto do cordeiro” começa a fazer parte verdadeiramente de seu vestir e passa a “reluzir” sobre o seu costado e eis que a partir daí se abre diante de si “um novo Céu e uma nova terra”.
   O Cristo em sua peregrinação terrena provou o fruto amargo da maledicência, que fora espalhado pelos caminhos por onde Ele percorreu, sendo que os articuladores de tais infâmias, muitas vezes estavam cobertos pela vestimenta da religião, tinham como objetivo destruir a Ele e ao Seu ministério, pois tinham medo de que os fiéis acordassem e não mais servissem de fonte de renda para os seus propósitos. Apesar de todas as tramas e artimanhas, a verdade prevaleceu e Sua morte de cruz não conseguiu eliminá-lo, muito pelo contrário, ela aconteceu para a honra e glória de Deus e, enquanto existir vida na terra, as palavras do Cristo e o Seu nome, continuarão se espalhando por toda a humanidade, como um exemplo de amor, perdão, caridade e elevação espiritual.
   A hipocrisia é outra doença que consome as entranhas de quem a pratica, pois afasta o homem do meio da Luz, atirando-o no meio das trevas.
    Com relação à inveja, se o invejoso soubesse o tempo que perde invejando o prédio do outro, deixando de trabalhar na construção do seu próprio edifício, abandonaria a prática da inveja e cuidaria de empilhar os tijolos para erguer o seu edifício.
   Abandonar a adoração ao mal em todos os sentidos significa confeccionar um travesseiro de penas, para acalmar o sono e abrigar os sonhos.
   Seguir a Jesus não quer dizer ser bom demais ou pretensioso, mas procurar trabalhar dia a dia para ser melhor, e assim encontrar o apoio e o consolo nos “braços” do Altíssimo, através da oração e da vigília. Aquele que busca o refúgio nos “braços” do Pai reequilibra a sua vida, acalma a sua mente, é afastado do medo, dos temores e da insegurança, pois descobre que a sua vida tem um novo sentido.
   O homem deve saber que por si mesmo, nada pode, mas quando troca de rumo a sua vida passa a ter um novo sentido, daí Jesus ter feito na Oração do Pai Nosso o clamor ao Pai "não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal" e quando os Seus seguidores fazem tal Oração com amor no coração e desejo ardente de ser outro, o Pai escuta o seu clamor.
   Quando o homem coloca Deus em seu coração, nas suas ações e em sua forma de agir, sente que muitas vezes o Pai o livrou do mal, que caminha na direção da luz, em direção ao reino de Deus.
   “Amar a Deus sobre todas as coisas” significa ver Deus no outro. Quem vê Deus no outro, segue praticando o segundo maior mandamento que é o “amar ao próximo como a si mesmo”.
   Deus é bom e misericordioso. O Pai esta sempre de braços abertos para acolher os Seus filhos, basta que eles acreditem nEle e que busquem seguir os ensinamentos enviados por Ele, através de Seu filho Jesus Cristo, para que seja possível renascer.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

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S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

Recebemos Certificado Amor pela Vida

   Ficamos muito honrados com o Certificado Amor pela Vida, que recebemos da Coordenação de Ação Social e Caritativa Templária, da Comendadoria Templária São Miguel Arcanjo, RJ.
   Agradecemos ao Irmão Comendador Fernando Bacellar e à Irmã Dama Marta Célia por esta deferência em nome dos membros da Comendadoria Templária Nossa Senhora dos Templários.
   Quando Irmãos se unem para fazer um trabalho, o resultado só pode ser o melhor possível.

O que fazer para renascer?

   Não faz muito tempo, alguém interrogou o que deveria fazer para renascer?
   A primeira coisa a fazer é perdoar a si mesmo.
   Todo ser humano é falho, pecador e comete erros. Todas as vezes que o ser humano buscar culpados para os seus erros e fracassos, está construindo novos erros e novos fracassos, independente de ter sido ele quem errou ou não, para produção do fracasso.
   Não existe uma formula mágica ou um caminho mais curto e definido para renascer. O renascimento é como se fosse uma semente que é enterrada viva e precisa morrer, para que depois possa ressurgir após o despertar com os primeiros raios solares, como uma planta viçosa e produtiva.
   Para aprender a lição e não cometer outras vezes o mesmo erro é necessário que o homem observe o que levou ao fracasso ou ao erro. Isso significa que todas as lições da vida devem servir de experiência e só podem ser bem aprendidas quando vistas pelo olhar da neutralidade e o desejo ardente de aprender a cada instante, independente da situação.  Quem não aprende, sempre repete a lição, e no caso dos erros e fracassos, torna errar e fracassar. Desta feita, perdoar a si mesmo é a primeira grande lição para o renascimento.
   Aquele que perdoa a si mesmo, não acumula traumas, decepções, perdas e dores, pois aprende com elas.
   Aquele que perdoa a si mesmo, em tudo e de tudo, tira sempre um aprendizado que o faz crescer e se libertar de muitos dos fardos da vida.
   Aquele que perdoa a si mesmo, não guarda mágoa, rancor, ódio, ressentimentos ou raiva de quem quer que seja e de qualquer situação, pois adquiriu a consciência de que guardar qualquer um desses sentimentos menores é causar dores e sofrimentos a si mesmo.
   Deus criou a mais perfeita de todas as leis que é a Lei do Livre-Arbítrio, uma Lei tão justa e tão perfeita, que deu ao homem que fora criado por Deus, o direito de escolher se ama ou não a Deus, se acredita ou não em Deus, se age sobre a Sua vontade ou não, portanto essa é a grande Lei que em todas as situações da vida deve ser observada.
   Diante dessa lei, é preciso que o homem faça uma autoanálise de sua vida, que seja imparcial na análise e implacável na decisão de erradicar aquilo que não lhe faz bem, que lhe causara dores e sofrimentos.
   A autoanálise, não tem como finalidade crucificar o analisado, mas chegar à origem dos erros e fracassos, a fim de poder eliminá-los.
   Em toda situação é preciso se dar graça, como alguém que perdera um de seus membros em um acidente e sobrevivera.
   Todo erro e fracasso devem ser reparados, ser amputados da vida. Jesus disse que “se um de teus membros te causa vergonha, arranca-o fora, pois é preferível que entre no reino do Céu com um membro a menos do que todo corpo venha ser lançado no inferno”.
   Não existe uma fórmula mágica para renascer, pois renascer é fazer morrer os erros e fracassos, para que o salão da vida fique limpo e adornado com as leis das bem-aventuranças.
   A bem-aventurança acontece na medida em que a visão, a audição e todos os sentidos estejam aguçados e abertos para receber e guardar da vida apenas o que é bom e belo. Esses princípios básicos enterram a semente do passado na terra. Na medida em que a semente é abençoada com o fluido divino, surgem os brotos de uma nova vida e, na medida em que continua sendo regada com gratidão, oração e amor, produzem novos frutos, fortalecendo o corpo, a mente, alma e elevando o espirito.
   O renascimento é o encontro do homem com ele mesmo, é a morte do velho homem e o nascimento do novo homem.
   Quando o homem entra nesse processo alquímico de transformação, vai descobrindo aos poucos que o Deus que ele tanto procurava não se encontra nas bibliotecas, nos teatros ou mesmo nos templos, mas dentro dele mesmo, afinal, o maior de todos os tesouros é guardado no coração do homem, daí o Cristo ter afirmado que “onde estiver o teu coração ali estará o teu tesouro”.
   Quando a pessoa deixa de condenar ao outro e ao mundo pelos seus erros e fracassos, elimina os seus medos e incertezas e apesar das dores que a vida possa lhe causar, se sente mais forte porque já descobriu Deus dentro de si.
   A estrada da vida é longa, é preciso orar e vigiar para que a árvore da vida floresça em todas as estações, como um aprendizado divino em que os erros e fracassos, quando podados em seu nascimento, servem para o crescimento e o aprimoramento espiritual, eis que nasce o novo homem.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.

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S.A.E. Grão-Mestre Dom Albino Neves

O sentimento é a expressão mais pura da verdade

   Mais do que a palavra, o sentir é a expressão daquilo que o coração está cheio.
   O sentimento nas suas mais diversas formas manifesta e exprime a essência do existir do homem, quer seja através do sentimento de amor ou de ódio, de alegria ou tristeza, de calmaria ou confusão, de verdade ou mentira, assim sendo, o sentir significa o expressar pelo transparente espelho da alma.
   O sentimento geralmente transparece não apenas pela palavra, mas através do olhar, pois os olhos são as janelas da alma.
   Quando o amor é manifestado, os olhos brilham como se fossem duas pérolas encontradas em uma mesma concha.
   Já quando o ódio é manifestado, os olhos parecem duas bolas de fogo, como se estivessem acabado de sair da fornalha do inferno interior.
   O sentimento de alegria irradia luz sobre a face do homem, como se o sol refletisse a sua luminosidade em seu rosto.
   Já o sentimento de tristeza, faz com que o rosto se torne pálido, como se a vida nele fosse apagada.
Sentimento de calmaria torna o rosto sereno, como se fosse à água de um lago, no esplendor de sua quietude, quando o vento não o agita.
   O sentimento de conflito é como a turbulência das águas que caem sobre as pedras enquanto elas dessem corredeira abaixo.
   A verdade expressa um sentimento de suavidade e de leveza, semelhante a uma pluma que baila no ar, enquanto que a mentira, desfigura o rosto e embaça olhar.
   O sentimento assume as diversas formas e matizes ao ser expressado, quando é ingerido, torna-se como um espelho de dupla face, que reflete a essência de sua manifestação na luz e na contraluz.
   Em se tratando da palavra de Deus, ela adquire inúmeros matizes, cores e interpretações, quando avaliada pela inteligência do homem e interpretada pelo seu intelecto.
   Quando a palavra de Deus é sentida no coração do homem, ela ganha força e potência, pois a sua essência faz com que a consciência humana se expanda de forma que o olhar do homem se transforma, deixando de lado a conveniência da interpretação, para experimentar a essência dos ensinamentos sagrados, nas ações e inspirações.
   A essência dos ensinamentos sagrados, quando sentidos através do coração, preenche os espaços vazios, onde havia dúvidas, temores, medos e incertezas, transformando suas noites em dias. É que quando a palavra de Deus passa habitar no coração do homem, ele percebe a sua regeneração e adquire a consciência de que por si mesmo, ele nada pode, mas quando está aberto aos ensinamentos sagrados, dá-se início a uma nova vida, onde a quietude silencia os seus pensamentos, para que a inspiração divina possa fluir em seu viver.
   Para muitos, tais colocações soam um tanto quanto desconectadas, fora de sua realidade, é que estes ainda, não tiveram a grande experiência de sentir as mudanças da vida, através da essência e do fluido vital, contidos na energia das palavras armazenadas no livro sagrado.
   Quem se guia pelo conhecimento limitado da razão, não percebe que na sutileza do sentimento, se encontra aquilo que existe além da letra e que pode transformar a sua vida.
   Sentir é viver uma realidade sem máscaras, sem barreiras ou fronteiras.
   Sentir é experimentar a alegria e as dores da alma.
   Sentir é vivenciar a beleza das cores do arco-íris, do canto dos pássaros, de um sublime amor.
   Desta feita, quando o sentir rompe a barreira do conhecimento, do intelecto e dos conceitos, descortina-se diante do homem um mundo onde as palavras não conseguem expressar a sua forma, o seu cheiro e as suas cores.
   Sentir é viver uma experiência onde o sonho se transforma em realidade.
   Quando o homem descobre que as palavras servem apensas como referencial, que determina um objeto, mas, não o objeto em si, inicia-se em um mundo cuja luz transcende toda e qualquer claridade que já tenha conhecido ou visto. É que nesta hora, mergulhou em outra dimensão, onde as palavras se tornam menor, para expressar tamanha grandeza.
   Assim sendo, quando o homem esquece o intelecto e passa a receber através do sentir o que está por trás da letra, o Livro Sagrado se torna vivo para ele. Sente que ele faz parte da sua história e que ela nele vive.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

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O amor e a compaixão como instrumentos de transformação da humanidade

   Há 2020 anos passados, Jesus Cristo, o filho de Deus, esteve na terra e deixou pegadas que ainda hoje são reconhecidas como instrumentos de transformação da humanidade.
   A lei transmitida por Jesus e vinda do próprio Criador, estabelece como maiores mandamentos, “amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo”. Lei tão precisa que se observada, a terra seria o verdadeiro paraíso.
   Em sua peregrinação terrena Jesus sempre estendeu as mãos para os mais necessitados, deixando como exemplo que a compaixão é uma forma de amar ao outro intensamente, ou seja, amar com paixão.
   Apaixonar-se pelo outro é sentir intensamente a sua dor, o seu sofrimento, a sua angústia e as suas mazelas. Jesus assim amava e quando sentia a dor do outro perguntava: queres ser curado? E quando o outro respondia que sim, Ele o curava.
   Assim Jesus curou muitos cegos, mudos, surdos, paralíticos e doentes que sofriam outros males.
   O Mestre se condoía com o sofrimento do outro e o acolhia com ternura e amor.
   O amor de Jesus era tão grande que Ele sentira a angústia de Judas, que o traiu.
   Mesmo sabendo das dores e sofrimentos que iria passar, lavou os pés de quem iria traí-lo e dividiu com ele, o pão e o vinho, na última ceia.
   Jesus carregou sobre os Seus ombros as mazelas da humanidade, expulsando demônios e curando os loucos, restituindo-lhes a vida.
   Como disse João, o apóstolo amado, se tudo que foi feito por Jesus fosse narrado, não caberiam os livros no mundo inteiro.
   Se a compaixão foi o esteio de Sua peregrinação na terra, o amor foi o próprio oxigênio, que moveu toda a vida de Jesus.
   O amor é capaz de unir pessoas diferentes.
   O amor tem o poder de transformar o desconhecido em irmão.
   O amor é como uma canção, cujas notas harmoniosas, embalam os grandes sonhos.
   O amor é como o Maná, servido ao povo de Deus.
   O amor é como a água que sacia a sede do viajante, em dias de calor.
   O amor é como uma coberta que aquece aquele que está ao relento, que tem o céu e as estrelas como teto.
   O amor é como oxigênio que preenche os pulmões do afogado.
   O amor é como o sal da terra.
   O amor é a mesa farta com a família ao redor.
   O amor é como o leite que suga a criança no peito de sua mãe, quando ainda não sabe expressar a fome que tem.
   O amor é o travesseiro que acomoda a cabeça para o sono tranquilo e a realização dos sonhos.
   O amor é água, ar, alimento, agasalho e teto. O amor é o grande abrigo que acomoda toda gente, cujo coração se abre, para fazer dele a sua morada.
   A pandemia trouxe muitas incertezas, dúvidas e medos para humanidade, que há muito vive afastada do amor.
   O homem viu ruir seus antigos sonhos e ilusões, se mostra temeroso e sem perspectiva com o que virá depois da pandemia.
   Ainda não se sabe como será a vida após a pandemia, mas uma coisa se pode afirmar, é que a compaixão e o amor podem ser a luz que se apresenta no fim do túnel para a existência da humanidade.
   Porque o amor e a compaixão são alimentos indispensáveis para o corpo, a alma e a evolução do espírito.
   O amor e a compaixão unem o homem a Deus.
   É certo que a maioria das pessoas acredita que o amor e a compaixão não passam de sonhos, mas, esse sonho perdura há 2020 anos, como uma seta que indica ao peregrino o caminho a seguir, para atingir a montanha que leva o homem ao reino dos céus.
   É bem verdade que cada homem terá que se desnudar de muitos dos seus conceitos e preconceitos, de mudar os seus modos de vida, para que todos possam sair deste maremoto e da tormenta que vive a humanidade.
   O mundo nunca mais será o mesmo. Apesar de muitas autoridades mundiais saberem disso, ainda se mantém agarrados ao mastro da antiga embarcação, mesmo sabendo que o casco está rachado e ela afundando.
   O amor e a compaixão derrubam as desigualdades sociais, igualam os direitos e deveres, não diferencia os homens e isso atormenta aqueles que ainda se sentem como os “senhores do engenho”, com o chicote na mão, a mesa farta e os escravos na senzala.
   Disse Jesus sobre o início das dores: “E certamente ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
   Porquanto, se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, pestes e terremotos em vários lugares; porém, tudo isto é o princípio das dores.
   Então sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.
   Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.
   E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.
   Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.
   E será pregado este Evangelho do reino por todo mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”.
   Quem tem olhos que veja! Quem tem ouvidos que ouça!
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.

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domingo, 17 de maio de 2020

A revelação dos mistérios do Templo

   Muito são os homens, Cavaleiros e Damas Templários que desejam conhecer os mistérios do Templo, os quais tornaram a Ordem dos Cavaleiros Templários, como a mais importante e respeitada Ordem de cavalaria da história da humanidade.
   Muitos desejam saber onde se encontra o Graal, as relíquias e documentos que marcam a vida do Cristianismo e da humanidade, muitos dos quais foram adquiridos, guardados e preservados pela Ordem do Templo.
   Muitos são os que sonham com milagres.
   Muitos são os investigadores que desejam encontrar os tesouros Templários.
   Muitos são os que acreditam que basta entrar pelos portais do Templo e todas as revelações lhe serão feitas.
   No entanto, poucos são os que se dispõe a desnudar-se do velho homem e a renascer, para que se tornem merecedores de conhecer os mistérios.
   A maioria daqueles que procuram facilidades, não percebem o que se encontra nas Escrituras Sagradas, o que foi dito por Jesus quando afirmou que “ensinava aos demais por parábolas, para que tendo olhos não vejam, tendo ouvidos não ouçam”.
   Esses mesmos não percebem o que o Mestre disse aos seus discípulos quando questionaram “porque a eles ensina por parábolas e a nós não”, e o Mestre ter respondido “porque a vós foi dado o poder de conhecer os mistérios do reino dos céus, a eles não”. Seria isso uma discriminação do Mestre Jesus?
   Seria isso uma forma de deixar apenas para alguns os Seus ensinamentos sagrados, aqueles que possibilitam o homem ir ao encontro de Deus?
   Ou seria pelo fato de que os Seus discípulos deixaram tudo, não apenas as suas famílias e as suas casas, mas, deixaram para trás o velho homem, deixaram para trás o pescador de peixes, para se tornarem “pescadores de homens”?
   Lembremos que os discípulos mudaram radicalmente a sua forma de viver, de ver o mundo, de sentir o mundo, de lidar com o mundo. Foi essa mudança, que os levaram a tornarem-se “dignos de conhecer os mistérios do reino dos céus”.
   Aqueles que buscam facilidades, informamos que não fazemos como Mestre falando por parábolas, mas afirmamos que em muitos textos publicados, se encontram fragmentos esotéricos que compõem o mosaico, que é capaz de mostrar o quadro divino, de ascensão ao Graal.
   Mas as pessoas continuam querendo facilidades, uma iniciação fácil, sem sacrifício, sem mudar a sua forma de ser, acreditando que o seu intelecto pode o levar a descoberta dos mistérios, que tanto almejam. Mera ilusão!
   A esses aconselhamos que abram os vossos corações, para ouvir o que está dentro dele, quando começarem escutar o que tem dentro de seus corações, serão capazes de os abrirem para escutar nas vossas almas, aquilo que está oculto no Verbo. O oculto só se revela na medida em que o coração está purificado, na medida em que o coração deixa o pântano em que foi atirado pelas ilusões, pelo intelecto e pelas imaginações férteis.
   Apesar de revelarmos este “segredo”, que talvez seja o maior de todos os segredos, a maioria dos homens achará que isso é muito simples, isso porque, a complexidade emaranhada no seu intelecto, formada pelo número enorme de informações inúteis, vai rechaçar a essência de todo o mistério.
   Fica aqui uma dica: Abra o vosso coração, porque é nele que está à chave de todo o mistério.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.
 
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Investidos e Iniciados Templários

   Muitos são os que questionam a diferença entre ser um Investido e um Iniciado Templário, entre os que questionam, estão até muitos Cavaleiros e Damas pertencentes à Ordem do Templo.
   “Os Soldados do Templo são Soldados de Deus. Como tais devem sempre andar com Deus e ser o mais simples dos mortais, deve servir a Ordem e não esperar ser servido por ela.”
   A diferença básica consiste em que os que são Investidos, não passam pelo túnel das revelações, onde deverá encontrar-se com o seu maior inimigo.
   Isso não quer dizer que muitos dos Investidos não sejam Iniciados Crísticos, visto que o princípio da Iniciação Crística, consiste em buscar servir ao Cristo, tentando renascer dia a dia um homem melhor em princípios, dignidade, honra e demais valores que enobrecem os verdadeiros Cavaleiros e Damas do Templo, seguidores de Jesus.
   Da mesma forma que não se pode assegurar que aquele que passa pelo túnel das revelações, ao fazer isso, se torne um Iniciado Crístico, pois isso demanda que antes de adentrar nos portais do Templo, o Cavaleiro ou a Dama tenha tido uma experiência individual, com o sagrado que existe dentro de si, e um chamado para adentrar em uma nova vida de fidelidade ao Cristo e à Ordem.
   Se ao investido não é dado à possibilidade de conhecer o seu “grande inimigo” face a face, por outro seus valores internos e a busca pela verdade que liberta, poderá ajudá-lo muito no crescimento espiritual, haja vista, que como disse o Cristo "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
   E o que é conhecer a verdade, senão aplicar na vida diária os ensinamentos do Mestre Jesus, que demandam uma mudança de comportamento e de propósito de vida?
   Aquele que não ama a si mesmo, não pode amar o próximo e quem não pratica a lei do amor, não pode se tornar um discípulo do Mestre Jesus, que tem o amor como princípio fundamental do crescimento e da evolução espiritual.
   Nenhum homem está isento de ser traído ou difamado, pois o próprio Cristo foi vítima de um daqueles que comia com ele em sua mesa.
   Durante a pregação do Mestre, os seres das trevas sempre procuraram distorcer os ensinamentos do Cristo, afinal, a luz perturba os filhos do maligno.
   Tanto o Investido, quanto o Iniciado, devem atentar para que as suas palavras e ações sejam fundamentadas nos principais ensinamentos do Cristo, tais como o amar ao próximo como a si mesmo e o orar e vigiar.
   O amor é o elixir para todo o crescimento espiritual do homem, sem amor o homem é menos do que qualquer ser irracional.
   E por que o Cristo disse que era preciso orar e vigiar? Porque uma oração sem a vigília se torna vazia e pode levar ao Iniciado ou Investido a agir como agiu Judas, que traiu por despeito, ganância e inveja.
   A princípio é necessário vigiar intensamente, até que a palavra de Deus more dentro do coração do homem, a partir daí, ela por si mesma opera a transformação necessária, para que haja a expansão da sua consciência, dessa hora em diante, suas ações em favor do bem, do justo, do honesto e da verdade serão praticadas com naturalidade, automaticamente.
   Quando o Iniciado ou Investido se aproxima do altar de Deus para fazer o seu Juramento, deve antes do juramento fazer uma revisão de sua própria consciência, a fim de constatar se realmente está preparado para assumir tamanho compromisso de se tornar um Soldado do Cristo.
   Desta feita, é possível ter uma noção do que representa ser um Investido ou um Iniciado.
O primeiro recebe a espada pronta para o combate de suas imperfeições e a lapidação do seu espírito.
   Quanto ao segundo, este recebe o aço, a fornalha, a bigorna e o martelo para forjar a sua própria espada, na tempera dos elevados princípios, a fim de aprender a combater o bom combate, de lutar não a favor dos seus interesses, mas pelas causas do Cristo, de colocar o serviço do Cristo e da Ordem acima de suas próprias vaidades pessoais.
   Não são as divisas sobre o ombro que determina quem é um bom soldado, mas a sua atuação no campo de batalha, na preservação da dignidade, da honra, da honestidade, da Justiça e acima de tudo, no amor ao Cristo e a Sua causa, no temor a Deus que em tudo está, em tudo vive e que tudo vê.
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Um Templário deve ser um exemplo para os demais

   Antes de adentrar nos portais do Templo é preciso que o postulante tome contato com o Código Templário, ele se baseia em regras estabelecidas pelo Cristo, 900 anos antes da criação da Ordem dos Cavaleiros Templários.
   "Os Soldados do Templo, são Soldados de Deus. Devem conduzir-se com humildade e ser os mais honrados, os mais nobres, os mais cortes, os mais honestos e os mais cavalheiros".
   Já no preâmbulo do Código, o postulante toma conhecimento que um Templário é um Soldado de Deus, que deve andar com Deus.
   O Templário deve proceder segundo as leis de Deus, buscando ser dia após dia um homem melhor, aprimorando os valores estabelecidos pelo Cristo e expurgando tudo aquilo que é contrário à evolução espiritual do homem.
   Continuando sobre a estrutura do Código Templário, lembremos que todo postulante necessita adquirir a consciência de que "o Templário deve servir a Ordem e não esperar ser servido por ela. Deve colaborar com o serviço de Deus e não deve esperar recompensa, salvo o saber que isso honra a Ordem com sua devoção".
   Ao entender tais princípios, o postulante começa a vislumbrar que tudo que faça, tudo que produza, toda obra que realize e tudo mais, deve sempre ser pela honra e glória de Deus, e não para a sua própria. Ao tomar esta consciência, passa entender que todo trabalho a ser realizado deve ser executado com amor, persistência e dedicação, pois que isso engrandece a Ordem e que ele, quando iniciado, passa a ser uma célula viva do corpo da Ordem Templária.
   Outro importante princípio que deve sempre ser lembrado pelo postulante é de que todos os seres foram criados por Deus, todos merecem respeito conforme consta no Código Templário "o Templário não deve causar nenhuma ferida ou danos a qualquer criatura humana, ou outra, seja por ganância, prazer ou vaidade. Pelo contrário, o Templário deve tentar levar a justiça a todos àqueles que não a recebem, porque todos são filhos de Deus e a todos, Deus concedeu o dom da vida".
   Não causar dano a qualquer vida significa respeitar os princípios da Ordem, os mandamentos de Deus, os ensinamentos do Cristo e não agir de má fé, nem com maldade ou crueldade contra qualquer ser vivo, e muito menos contra o próximo.
   No Código Templário estão estabelecidas as regras fundamentais da Ordem, desta feita, mesmo que o postulante um dia venha vestir-se como um Templário, quer por força da investidura ou da iniciação, se não observar o Código e atentar contra o próximo por ganância, inveja, prazer, maldade ou qualquer outro instinto maligno, não será verdadeiramente um Templário, mas um impostor que tenta se passar por um Cavaleiro Templário.
   Esses pontos básicos contidos no preâmbulo do Código Templário indicam ao postulante, as muitas mudanças que devem ser feitas em seu comportamento, para que possa ser um membro da Ordem dos Cavaleiros Templários.
   É bem verdade que nos dias atuais a maioria dos homens, buscam apenas as glórias e títulos, não se preocupam com os valores que devem ter os representantes de uma instituição, com quase mil anos de existência.
   Muitos são os que caminham pela senda, sem tomarem contato com os ministérios existentes nos anais da história do Templo. Cegos, mudos e surdos entram pelos portais do Templo e dele saem sem nada carregar. Os deficientes de princípios saem sem o conhecimento de que, ao saírem da Casa ela é varrida, o pó tirado das roupas, o sal lançado pela porta para que carreguem com eles, o mal que trouxeram. Em contrapartida, o Templo é purificado com a fumaça do "Pau Santo", que queima no fogo sagrado toda impureza, mantendo abertos os portais da Luz, para que ela sempre permaneça no altar e em todo ambiente, iluminando a todo homem de bons princípios, de bom coração a fim de contribuir para sua evolução espiritual.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.
 
Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.
 
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Um pensamento de Tagore

  Um livro aberto é um cérebro que fala; Fechado, um amigo que espera; Esquecido, uma alma que perdoa; Destruído, um coração que chora. Rabi...