segunda-feira, 27 de abril de 2020

Como conhecer ou reconhecer um Cavaleiro Templário

   Parece que ser Templário virou moda, visto que muitos são os que se fantasiam de Cavaleiro Templário, mas, poucos se mostram dispostos a seguir as regras do Templo, a respeitar a hierarquia, a ser fiel aos seus Irmãos, a buscar renascer novos homens, adotar novos princípios de vida, a seguir ao Cristo de “peito aberto”, sem a vergonha de se tornar um verdadeiro Cristão.
   Para se reconhecer se alguém que se veste com o Manto branco é um Cavaleiro Templário, deve-se observar as suas obras, pois são as obras que atestam os valores e princípios que tem.
   Muitos são os que falam em amor a Deus e ao próximo, no entanto, praticam a iniquidade, são desonestos para com os seus semelhantes, mentem, enganam, agridem, acusam-no de forma leviana e covarde, tais atitudes demonstram que são pessoas “dignas de pena”, que carregam na mochila de suas existências as dores, amarguras e mágoas de uma vida vazia e fugaz.
   Muito são os que buscam atropelar a vida alheia, sem a preocupação com os resultados da lei da causa e efeito, que age como um bumerangue, que retorna de acordo com a força empregue no seu lançamento.
   Muitos usam a lei do livre-arbítrio de forma leviana, sem preocupar-se em lançar grandes pedras para o alto com a finalidade de atingir ao seu próximo, esquecendo-se que tais pedras, um dia retornarão e cairão sobre suas próprias cabeças.
   Este é o momento da conversão em que o homem é convidado a rever os seus conceitos, a fim de melhorar o modo de vida e o seu espírito.
   Quando alguém se diz um Cavaleiro Templário ou um Cristão e se utiliza da mentira, da calúnia, da maldade, da hipocrisia, da raiva e outros tantos princípios nocivos, na tentativa de atingir ao seu semelhante, mostra de forma clara, que não vive como um Templário e nem como um Cristão.
   Disse Jesus que aquele que não faz a vontade de Seu Pai “não pode entrar no reino dos céus”, portanto, os verdadeiros Cristãos e Cavaleiros Templários, por mais erros e pecados que tenham, buscam trabalhar para ser melhor, enfrentar a si mesmo a fim de conseguir através de suas atitudes, palavras, pensamentos e obras, fazer a vontade do Pai.
   É preciso estar atento, visto que quando alguém age de forma agressiva ou indigna para com o outro, amanhã, você pode ser a sua próxima vítima.
   Alguém disse que “quando alguém fala mal do outro, se conhece muito mais esse alguém, do que o outro”, sábia observação. Tal observação deve ser vista com o olhar da neutralidade, o que não fazem aqueles que compactuam com os mesmos, ou seja, pelos que tem o mesmo hábito e princípio.
   Um bom Cristão e um bom Cavaleiro Templário reconhecem que só Deus tem o poder de julgar ao próximo.
   Um bom Cristão e um bom Cavaleiro Templário reconhecem que fora da lei do amor, não existe paz e harmonia na terra.
   Um bom Cristão e um bom Cavaleiro Templário sabem que o ressentimento, as mágoas e o ódio são procelas de fogo dentro do coração que consomem o coração e a paz de quem os detém.
   Um bom Cristão e bom Cavaleiro Templário sabem que devem buscar o renascimento a cada dia, a fim de se tornarem novos homens e novas mulheres, eliminando no fogo alquímico de suas consciências os males do passado e plantando nelas, as boas sementes que podem gerar flores e frutos, para o despertar do Deus que existe dentro de si.
   Desta feita, quando se quer reconhecer o bom Cristão e o bom Cavaleiro Templário deve-se observar a forma com que já viveram e a forma como vivem, as obras que demoliram e as que construíram.
   Cabe a cada um observar a luz do dia ou se perder na escuridão das trevas, assim funciona a lei do livre-arbítrio. Jesus disse: “Não atireis pérolas aos porcos”, assim somos convidados a escutar as palavras do Mestre.
   Informamos que este trabalho faz parte de uma série de trabalhos que vem sendo apresentados aos Cavaleiros e Damas Templário da Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani - OSMTH Magnum Magisterium.
 
Non Nobis Domine, Non Nobis Sed Nomini Tuo da Gloriam
Não a nós Senhor, não a nós, mas a Tua glória.
 
Recebam o Fraternal Abraço.
S.A.E Grão-Mestre Dom Albino Neves.

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